<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756</id><updated>2011-04-21T19:47:43.169+01:00</updated><title type='text'>Metablogue</title><subtitle type='html'>blog do fragmento. com a devida venia. nacos de um pensamento sobre a blogosfera. </subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://metablogue.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106570451109368477</id><published>2003-10-09T14:01:00.000+01:00</published><updated>2003-10-09T15:26:57.736+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>62. &lt;em&gt;António Guerreiro, no Suplemento &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Actual&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (acesso pago) do Jornal &lt;a href="http://www.expresso.pt"&gt;Expresso&lt;/a&gt; apresenta em "A reportagem universal", uma critica ao universo dos blogues, discurso em grande parte construído no rebater das teses da influência positiva que o aumento da expressão individual significa para a criação de uma maior massa crítica no tecido social.  "Tentaremos, sempre que isso se justificar, abrir a antena para a nossa blogosfera, ou blogolândia" para o debate ou confronto de opiniões com as ideias deste artigo de opinião. Começamos desde já por registar a interacção discursiva existente entre este e o metablogue anterior, "Ciúme".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A reportagem universal &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O novo fenómeno da comunicação chamado blog é um bom observatório das características do nosso espaço público e da hegemonia do discurso da opinião. &lt;br /&gt;Subitamente, levantou-se uma euforia no mundo da publicidade - do espaço público - não propriamente por causa dos factos que produzem notícias, mas por causa das notícias que são culpadas dos factos, como diria Karl Kraus, cuja actualidade é cada vez mais notória. A jubilosa catástrofe - quotidiana, como são as verdadeiras catástrofes - chama-se blog. Não é um fenómeno completamente novo, mas, entre nós, surgiu há pouco tempo organizado segundo regras próprias, reivindicando uma certa autonomia, e já se tornou um respeitável objecto de estudo.&lt;br /&gt;Não se pode, obviamente, caracterizar os blogs em geral porque, tratando-se de um meio que dispõe de uma enorme liberdade, há-os de todos os géneros e sobre as mais variadas matérias: os que reivindicam o mero direito à expressão, os de agitação política, os paródicos, os pornográficos, os literários, os que servem um saber, um gosto, uma causa, uma obsessão. Potencialmente, nenhum território lhes é interdito porque não há limites para o seu poder de penetração. Os limites são os do próprio meio, eficaz nas mensagens curtas e no registo do imediato, mas inadequado a tudo o que requer outro ritmo e outra temporalidade. Temos, assim, mais um factor - ecológico - que intervém na obliteração de cronologias lentas, sejam elas culturais ou políticas.&lt;br /&gt;O facto curioso, em Portugal, é que o interesse pelos blogs não foi suscitado, em primeiro lugar, por terem acedido à livre publicação indivíduos e grupos que dela estavam excluídos, mas por terem entrado na «blogosfera» (numa posição de domínio, pois aqui também se criaram hierarquias) nomes que, regularmente ou de maneira esporádica, escrevem nos jornais ou são convidados pelas televisões. Este é um sinal eloquente de que há hoje uma corrida ao espaço público mediático (sintoma de uma perda da efectualidade da cultura e das instituições do saber) e de que este não é capaz de se estruturar de outra maneira que não seja segundo o regime do mandarinato. É este regime o responsável pela hipertrofia da «opinião» que caracteriza a imprensa, em Portugal, e que a grande maioria dos blogs prolonga na perfeição. Os blogs mais frequentados, isto é, aqueles para onde estamos constantemente a ser remetidos através dos «links», quando entramos na «blogosfera», apresentam-se, assim, como uma esfera funcional das páginas de opinião dos jornais, mesmo quando têm um registo diarístico e pessoal. Digamos que os blogs economizaram algumas etapas e chegaram rapidamente ao ponto a que já chegaram ou aspiram chegar os jornais: o da conversa desenvolta, cujos intervenientes são muito mais actores do que autores, ao serviço do espectáculo integral. Tão próximos estão - jornais e blogs - do mesmo universo cultural e funcional que não é possível fazer a crítica de uns sem fazer a crítica de outros. O que alimenta a maior parte dos blogs não é uma escrita mas uma conversa, como aquela que se pode ter no café com os amigos, e que se esgota numa troca que promove a confusão da esfera pública com a esfera privada.&lt;br /&gt;Bastante representativo é um dos blogs mais citados e considerado geralmente como um modelo: o «Abrupto» (www.abrupto.blogspot.com), de José Pacheco Pereira. As posições críticas de J.P.P. em relação aos jornais são bem conhecidas. No entanto, ele esbarra geralmente no facto de o seu estatuto e prestígio se alimentarem exactamente do sistema mediático que critica - um sistema que vive da lógica do vedetismo, da omnipresença e da usurpação. Aquilo que Pacheco Pereira representa no território dominante dos clérigos da opinião é uma criação específica do nosso espaço público, não poderia existir senão em Portugal. À primeira vista, o seu blog parece uma tentativa de «desjornalizar» a sua escrita e de entrar no campo mais afável do discurso cultural e do apontamento pessoal. Mas há algo de mais jornalístico, nos nossos dias, do que estas deambulações sócio-político-culturais, em formato magazinesco, servidas por um político? Não há. E eis, então, Pacheco Pereira convidado a montar o seu espectáculo dentro do programa de variedades que é o «Jornal da Noite», da SIC (como, aliás, todos os outros jornais televisivos), ao mesmo tempo que Marcelo Rebelo de Sousa, o Professor, no canal ao lado, aconselha os quatorze livros que leu durante a semana.&lt;br /&gt;O discurso inócuo do «fait-divers» político-cultural e da conversa de família ou de amigos domina, de modo geral, os blogs. Evidentemente, não se trata de algo que seja estranho aos jornais. Mas a questão é esta: porque é que professores universitários, poetas, escritores, críticos desejam tanto jornalizar-se (no duplo sentido do discurso jornalístico e do discurso diarístico) através da «bavardage», do exibicionismo, da falsa subjectividade opinativa? A excepção a este regime são aqueles blogs que tentam fazer um uso produtivo da especificidade do meio, com a consciência do risco e da experimentação que isso implica, excluindo-se da relação funcional com o mero discurso diarístico e a conversa opinativa. Um exemplo: «Reflexos de Azul Eléctrico» (www.reflexosdeazulelectrico.blogspot.com), da responsabilidade de José Bragança de Miranda.&lt;br /&gt;Não é preciso ter lido Habermas para perceber que a expressão individual e o direito à opinião que alimentam a maior parte dos blogs têm um grande valor decorativo mas não têm nada que ver com uma esfera pública crítica (que, de resto, tem cada vez menos condições, em Portugal, para se constituir). Por isso é que é falaciosa a afirmação de Pacheco Pereira, no seu blog: «O mundo continua lá fora e quanto mais vozes se ouvirem melhor. Eu sou um liberal, acredito na lei dos grandes números, na ‘mão invisível’. Há virtudes na cacofonia, cada voz a menos empobrece.» Esta teoria democrática da expressão individual (que só por equívoco podemos pensar que é de inspiração iluminista) é duplamente falaciosa: 1) porque esquece deliberadamente que o sistema é hipertélico, isto é, vai para além dos seus próprios fins e anula-se na sua finalidade; 2) porque se baseia no princípio imposto pelos «mass media» de que tudo o que eles fazem aparecer é bom e não resta outra tarefa senão a de jornalizar o discurso na cacofonia generalizada. Esquecida fica a responsabilidade de interromper a conversa. Esta lei da submissão ao ruído público - e da dependência visceral que ele cria - não é senão a lógica dos «grandes redutores», dos que não conseguem pensar fora da lógica do jornalismo e da agitação política e cultural."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR: António Guerreiro&lt;br /&gt;LOCAL: Suplemento &lt;em&gt;Actual&lt;/em&gt;, Jornal Expresso&lt;br /&gt;DATA  :    4 de Outubro de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106570451109368477?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106570451109368477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106570451109368477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106570451109368477' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106427593502865475</id><published>2003-09-23T01:04:00.000+01:00</published><updated>2003-09-23T01:13:54.050+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>61. &lt;em&gt;Embora seja preciso fazer balanço para ler "&lt;a href="http://www.ventosdosul.blogspot.com/2003_09_01_ventosdosul_archive.html#106384489781781848"&gt;Ciúme&lt;/a&gt;", esta longa entrada do &lt;a href="http://ventosdosul.blogspot.com"&gt;Levante&lt;/a&gt;, compensará pela forma como o autor discute a questão do sentimento de integração que, virtualmente, a Blogosfera concede aos seus participantes. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciúmes&lt;br /&gt;Sinto que ainda não me consegui integrar no universo dos blogues. Tal facto deve-se menos à falta de tempo para actualizar o meu pedacinho de exposição cibernáutica do que a um conjunto de dúvidas e preconceitos que tenho tentado identificar.&lt;br /&gt;Talvez fosse importante perguntar-me pelo grau de justeza da palavra integrar. O que significará aqui, neste espaço (sem espaço?), uma tentativa de integração? Será esta necessária e inevitável?&lt;br /&gt;Não consigo deixar de adoptar um certo cepticismo em relação às novas formas de comunicação que se vão construindo, articulando por aí. Vício filosófico, porventura, incapacidade de lidar com o reino do virtual (o único "real" que existe) que toda a filosofia, temerosa e periclitante, não consegue admitir - porque aí se joga a perda de fundamentos, a dispersão dos rostos e a disseminação dos conceitos. Será isto? Seria isto que o Quim, fora do seu ar e sob outros ventos, face a face, realmente me tentava dizer. &lt;br /&gt;Talvez, mas até aí tudo bem, até aí concedo a minha fraqueza, esta tendência para a posse e a reunião, este medo de me deixar perder no escuro de uma casa sem alicerces. Mas a (minha) filosofia, e aqui começo a discordar, não é nostálgica, é ciumenta. Não pretende recuperar um real que se perdeu nos tentáculos técnico-científicos do cartesianismo (a internet e a blogosfera são alguns desses tentáculos, nascidos do método, da aplicação técnica dos conhecimentos, do conjunto de instalações e aparelhos que surgem encadeados orgânica e "naturalmente" no mundo. É interessante verificar como a certeza científica e a sua aplicação técnica foram capazes de produzir e encadear produtos que destroem os fundamentos dessa certeza e aplicação), quer antes a posse da dispersão para, enfim, a reunir até ao limite do possível. Sabermo-nos tocados pelo limite é afinal o mais difícil (merda, estou cheio de Derrida!).&lt;br /&gt;Nas Meditações sobre Filosofia Primeira Descartes procurava, entre outras coisas, verificar a concordância entre as imagens que o homem possui no seu interior e a realidade que está lá fora, no exterior. Com brilhantes artifícios o filósofo alcança o seu objectivo e acerca-se da tão afamada certeza cartesiana. Esta clássica questão da filosofia do conhecimento, que Descartes colocou sob um novo prisma, enraizou-se de uma forma tão profunda na nossa cultura que é hoje difícil deixarmos de falar numa realidade exterior. Aparentemente, ela existe: o som que ouço corresponde ao carro que passa lá fora, fecho os olhos e tenho a certeza de um monitor com a página do blogger à minha frente, a televisão dá-nos constantemente a distância do mundo que existe (e daqui de abrem as fobias da manipulação televisiva). Sempre lá fora, no exterior de nós. Mas eis que, na própria filosofia e nos mais diversos campos da cultura ocidental (aquela que mais se preocupa com estas questões de concordância, já que outras culturas pura e simplesmente vivem as coisas...) as rupturas começam a acontecer. E se os alicerces da nossa casa estivessem assentes na subjectividade e na insegurança? E se tudo não passasse de uma ilusão? A pouco a pouco vemos que aquilo que nos rodeia não passa de uma complexa construção, móvel, sem um ponto fixo; um “pós-moderno” reino do virtual - expressão que odeio usar mas que, neste caso específico, parece preencher o espaço aberto pela ideia.&lt;br /&gt;Mas como relacionar isto com o meu problema de integração?&lt;br /&gt;Nem tudo é virtual e volátil neste reino. Aparentemente a integração deveria ser fácil, sem barreiras. Os blogues são das formas de expressão mais democráticas e livres do planeta. Só deveriam ser necessários uma forma de acesso à internet e algo para escrever. O resto seriam construções de teóricos. No entanto, a verdade é que as construções são próprias dos sistemas ditos virtuais e sem centro real. E estas construções são aglutinadoras e têm tendência a basear-se em centros de reunião e distribuição. Não sei se é isto que está a acontecer com a blogosfera, mas acho que não podemos negar o poder das relações no seu interior, pois só assim consigo perceber as minhas reticências. Se a blogosfera não é absolutamente virtual e aberta, tal não se deve ao facto de sabermos existir alguém por detrás dos posts (e dessa forma sentirmos um elemento real), mas à simples constatação de que há laços reais, na sua maioria involuntários e inconscientes: ideológicos, regionais, profissionais, temáticos. Não me quero integrar, quero des-integrar, pois é aí, na nudez dos laços, que está o corpo impuro desta forma de comunicação. E eu adoro o desafio de dissecar corpos pecadores, mesmo quando estou errado e acabo por esquartejar anjos.&lt;br /&gt;Não sou nostálgico, não quero o real, quero os laços e as relações que parecem flutuar no ar.&lt;br /&gt;Ao escrevermos estamos já a reunir, a querer a posse, a evitar a fuga. Escrever: o ciúme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: NFS&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Levante&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 18 de Setembro de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106427593502865475?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106427593502865475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106427593502865475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106427593502865475' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106427333057529220</id><published>2003-09-23T00:05:00.000+01:00</published><updated>2003-09-23T00:35:48.266+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>60. &lt;em&gt;Mais um &lt;em&gt;metablogue&lt;/em&gt; trazido por Ferran Moreno Lanza, de &lt;a href="http://unquepassava.blogspot.com"&gt;un que passava&lt;/a&gt;, desta vez recolhido em  &lt;a href="http://perso.wanadoo.es/fontenille/Tere/Weblog/2003_09_01_Archivo#106271331840701955"&gt;Desde mi ventana&lt;/a&gt;, uma &lt;a href="http://perso.wanadoo.es/fontenille/Tere/Weblog/2003_09_01_Archivo#106271331840701955"&gt;entrada&lt;/a&gt; em que a autora, a partir de um problema no seu &lt;em&gt;template&lt;/em&gt;, reflexiona sobre a sua relação com o seu blogue:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando me cargué la plantilla el otro día, me di cuenta de lo importante que se ha convertido esta historia del blog desde aquel día de marzo en que me decidí a escribirlo, espoleada por el ejemplo de Zoldado, el que a veces escribe cartas y &lt;a href="http://memoriasdeunamnesico.blogspot.com/"&gt;Bernardo, el amnésico&lt;/a&gt;. Esas fueron las primeras bitácoras que leí después de ver un reportaje sobre el tema en el suplemento La Luna, de El Mundo, y me pareció una idea tan buena que me lancé sin saber muy bien qué iba a contar, ni cómo, ni hasta dónde podía llegar. Cuando han pasado cinco meses desde aquello, reconozco que el rito diario de contar algo es uno de los momentos más gratificantes del día, igual que dar un paseo por las bitácoras amigas, o lanzarme a pescar alguna nueva que merezca en el torbellino siempre en aumento de las debutantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Y por qué este gustillo por escribir, cuando llevaba años haciendo un diario? Pues sencillamente porque ahora sé que alguien me escucha. Esta ventana no encontró su auténtico sentido hasta el momento en que puse el sistema de comentarios. Ese flujo de ida y vuelta, ese saberse oído, y disfrutado, ese mirar hacia fuera y dejar que los demás también fisguen lo que hay dentro... caray, es de lo mejorcito que existe. Se descubre tanto y tan bueno, que de otro modo, nunca llegaría hasta nosotros... Gente que merece la pena, algunas personas que, poquito a poco, están terminando por convertirse en amigos, y de los de veras. Una vía de doble sentido en la que, sí, puedes encontrarte a kamikazes indeseables, cretinos absolutos y auténticos pirados, pero también descubrir a gente con sentimientos tan auténticos que a veces no puedes evitar el escalofrío. Gente con la que sufres cuando ellos lo hacen, con la que te alegras cuando las cosas les van bien, con la que esperas mordiéndote las uñas cuando andan pendientes de una respuesta importante para sus vidas... Gente que parece que te había estado esperando, porque estaba ahí, ya no lo dudas, para terminar encontrándose contigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Vaya parrafada “metablogística”! Pero tengo un atenuante: el trauma del template destrozado me ha hecho pensar mucho. (.../...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor:Teresa&lt;br /&gt;Local: Desde mi Ventana&lt;br /&gt;Data: 5 de Setembro de 2003&lt;br /&gt; &lt;a href="http://avecesescribocartas.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106427333057529220?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106427333057529220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106427333057529220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106427333057529220' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106427150843817911</id><published>2003-09-22T23:48:00.000+01:00</published><updated>2003-09-23T00:33:03.676+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>59. &lt;em&gt;Através de Ferran Moreno Lanza, de &lt;a href="http://unquepassava.blogspot.com"&gt;un que passava&lt;/a&gt;, que assim se estreia como colaborador do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Metablogue&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, chega-nos o primeiro metablogue em lingua castelhana, &lt;a href="http://www.megapixel.blogspot.com/2003_08_01_megapixel_archive.html#106089297008774790"&gt;Bitácoras &lt;/a&gt;(um dos termos utilizados para designar os &lt;em&gt;blogues&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;blogosfera &lt;/em&gt;espanhola), recolhido no Blogue &lt;a href="http://www.megapixel.blogspot.com"&gt;Megapixel&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bitácoras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;La primera vez que conocí el término weblog se remonta al 28 de diciembre de 2002... Reconozco que bastante tarde para lo enterado que estaba el mundo de esta nueva forma de comunicarnos, pero en fin, ese día me llegó a mi buzón de correos una historia muy graciosa sobre "la navidad en Venezuela" y pregunté a quien me lo había enviado, la fuente. Esto fue lo que recibí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"la encontré en una de esas páginas que llaman weblogs, son algo así como diarios personales y llegué a ella por pura serendipitividad."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lo asimilé como eso: una sencilla información... Al pasar el tiempo, fui consultando más y más diarios personales, preguntándome que ganaría la gente escribiendo. &lt;br /&gt;No existe mayor censura que la autoimpuesta, una bitácora tan solo se resume en una experiencia donde puedes contribuir a que otros internautas aprendan sobre algo que te apasiona, conocer distintos puntos de vista, técnicas que desconocías; en otras palabras, estar en contacto con gente que te visita desde lugares muy lejanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿serán para siempre? Están de moda, y eso no se discute. Google acaba de adquirir el mayor proveedor de bitácoras en la red. Dentro de algunos meses, todos los grandes portales apostarán por este servicio, tal y como ha ocurrido con cuentas de correo, álbumes de fotos o directorios telefónicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y a ti: ¿qué te motivó a abrir tu bitácora? (si la tienes claro está) Me mantuve escéptica a la idea de tener una por cuestiones de tiempo (y no es precisamente que ahora tenga demasiado). También porque necesitaba buscar un tema. Cuando las acciones las hacemos porque están de moda, no tardaremos en abandonarlas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No creo ser parte del fenómeno de los weblogs, a titulo personal, considero que postear es una forma de exhibicionismo o por el contrario, simples deseos de compartir lo que sabes. Aunque es totalmente opuesto lo que acabo de describir, yo me apunto por creer que estoy aquí, porque quizás haya un estudiante perdido en la web preguntando como diablos se divide una red, o algo similar (deduzco que son intenciones proteccionistas, para que nadie se enfrente a la frustración que supone no encontrar lo que busca)... Me motiva pensar que soy útil, pero no para contar mis dolencias, o mis sentimientos, para eso, será mejor que dejemos el ordenador a un lado. (.../...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Mafer&lt;br /&gt;Local: Megapixel&lt;br /&gt;Data:14 de Agosto de 2003&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106427150843817911?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106427150843817911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106427150843817911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106427150843817911' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106258327392550800</id><published>2003-09-03T11:01:00.000+01:00</published><updated>2003-09-03T11:01:13.903+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>58. &lt;em&gt;No &lt;a href="http://www.cruzescanhoto.blogspot.com/"&gt;Cruzes Canhoto&lt;/a&gt; foi publicada uma nota sobre a contra-blogomania: a moda de ser contra os blogues. O texto intitula-se &lt;a href="http://www.cruzescanhoto.blogspot.com/2003_08_31_cruzescanhoto_archive.html#106250728515491527"&gt;«Enxovalhanço Merecido?»&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da moda dos blogues, seguiu-se inevitavelmente a moda de ser contra os blogues (crédito ao Pedro Rolo Duarte por ser o primeiro). Esta tendência diverte-me e parece-me natural. Vindo principalmente de figuras institucionais, isto é, instaladas confortavelmente no sistema e sem vontade de mudar, estas críticas parecem-me muito bom sinal.&lt;br /&gt;No entanto, nunca se devem afastar as críticas de ânimo leve pois contêm sempre uns pozinhos de verdade (do mesmo modo que nunca devem ser encaradas de modo bíblico).&lt;br /&gt;Os blogues podem ser apenas vistos como uma linha aberta do bitaite, um confessionário público ou uma tertúlia entre amigos e não há nada de mal nisso nem quer dizer que estes blogues sejam maus. Há blogues óptimos a mandar bocas, blogues excelentes a abordar pequenas histórias do quotidiano pessoal e blogues interessantes a conversar com outros blogues.&lt;br /&gt;Mas reduzir os blogues a isto é também condená-los ao efémero e ao grupal.&lt;br /&gt;Os blogues podem ser também um excelente suporte para experiências literárias que à partida os editores nunca publicariam (1, 2, 3, 4) e, o ponto que mais me interessa, podem ser uma nova forma de media.&lt;br /&gt;Fareed Zakaria, da Newsweek, fez a seguinte observação a propósito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do jornalismo, a página web pessoal ("blog") foi saudada como o carrasco dos media tradicionais. No entanto tornou-se algo de muito diferente. Longe de substituir jornais e revistas, os melhores blogues -- e os melhores são muito bons -- tornaram-se guias dos media, apontando fontes invulgares e comentando notícias conhecidas. Tornaram-se os novos mediadores para o público informado. E, embora os criadores dos blogues se vejam como democratas radicais, são na realidade uma nova elite de Tocqueville.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo em que os media estão cada vez mais murdochizados (em Portugal, PTzados), isto é concentrados nas mãos do governo ou de dois ou três ricaços, com todo o défice de liberdade de expressão e ameaça democrática que isso implica, os blogues podem ser uma fonte excepcional de cruzamento e concentração de informação, de exploração de factos menos conhecidos e refutação de notícias dúbias. Em Portugal há, infelizmente, poucos sites deste género, há o Valete Fratres (de direita), os blogues do Paulo Gorjão e mais uns poucos. A maioria são americanos, como o Instapundit (de direita), o Indymedia (de esquerda), o Slashdot (informática), o Newsfilter (bizarro) e muitos outros. São estes dois géneros que tornam os blogues importantes e a ter em conta no futuro. A importância dos blogues notou-se no caso de Raed e agora no caso dos blogues iranianos. Por muitos artigos de jornal que se escrevam a maldizê-los. J&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - As críticas à escrita ou superficialidades dos blogues têm o mesmo valor que as críticas à boçalidade nos telejornais e querem dizer apenas isto: que são medias democratizados e acessíveis a todos e não dão apenas voz a alguns "esclarecidos". O resto são questões socioculturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Os Canhotos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Cruzes Canhoto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 2 de Setembro de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106258327392550800?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106258327392550800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106258327392550800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106258327392550800' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-10625092569960501</id><published>2003-09-02T14:27:00.000+01:00</published><updated>2003-09-02T14:28:59.233+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>57. &lt;em&gt;Verne Kopytoff, do &lt;a href="http://www.sfgate.com/"&gt;San Francisco Chronicle&lt;/a&gt;, debruçou-se sobre o fenómeno de «mainstreamização» dos blogues num artigo intitulado &lt;a href="http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2003/09/01/BU307739.DTL"&gt;«Internet giants catch on to blogs: Major portals provide services for online journals»&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blogs, online diaries kept by people who want to share their thoughts, peeves and lives with others, are an underground phenomenon. Right?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's a niche world of small Web sites that most people outside the blogging community have no idea exists. Right?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wrong. Blogging is becoming mainstream.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;America Online, the Internet behemoth, began offering blogging to its users in August. At the same time, Yahoo started experimenting with blogs on its Korean Web site and is believed to be considering expanding the service elsewhere in its vast network.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Google and Lycos began offering blogging earlier this year.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It definitely seems like blogging is losing its underground image," said Matthew Haughey, co- author of the book "We Blog: Publishing Online with Weblogs" and co-founder of Blogroots, a Web site that chronicles blogging news.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I'm hopeful that it's a good thing that every Tom, Dick and Harry has a blog. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analysts say that the big Web portals are trying to capitalize on the growing popularity of blogs, journals that are frequently updated with everything from personal musings to art, poems and photography. Analysts agree that hundreds of thousands if not millions of people have created such Web pages within the past few years.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reasons to keep blogs vary, but most bloggers say they are simply a way to express themselves, connect with others and work with software.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I use it as a sociological experiment to see what kinds of things I post will cause people to comment," said Peter Steinauer, a software engineer from San Francisco who keeps the blog, www.swimfinssf.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steinauer's blog touches on everything from trying to get a deck built for his home (none of the contractors he left messages with returned calls) to gay politics (he supports same-sex marriage) to details about his latest dinner (whiskey flank steak, green beans and au gratin potatoes). He said that up to 100 people visit his Web site every day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The blogging community is still relatively small. Only 2 percent of online households visit a blog site once a week or more, according to a survey released last month by Forrester Research, a market research firm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In fact, a big portion of the respondents, 79 percent, had never even heard of blogging before the survey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For the big Web portals, offering blogging software and pages is a way to attract and keep users. The direct financial benefits, however, are limited, analysts say.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It's a lot of hullabaloo over not a lot of value," said Chris Charron, an analyst for Forrester Research, a market research firm. "That's not to say that blogs don't add value to the people who use them."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The portals have little choice but to offer blogs for free. Charging is difficult because free blogging software is so widely available elsewhere on the Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advertising is one way to make money. In fact, it appears on blogs created using the software of certain companies, but big advertisers aren't generally interested in blogs, Charron said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The quality of these blogs is incredibly variable," Charron said. "It's just not likely to generate a lot of value for an advertiser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rick Robinson, vice president for community products at America Online, said his new company's blogging feature, AOL Journals, has about 30,000 registered users so far. It filled a gap in what the Web service offers for personal publishing, he said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There was no easy way for users to create a Web site on AOL that they could update regularly, Robinson said. At the same time, his company was monitoring the growing popularity of blogging.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What AOL created is a service that it bills as having many uses. Members can create a journal, blog, online column or travelogue, then supplement them with photos and picture albums alongside the text.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We're trying to be a little more leading edge," Robinson said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robinson said AOL realized that its leap into blogging might anger the blogging community, known as an independently minded group. To avoid conflicts, his firm met with many small blog developers and users during the past year.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We wanted to make sure they knew we were coming into the community but not taking it over," Robinson said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Google, the popular Internet search engine in Mountain View, got into blogging by buying Pyra Labs, owner of Blogger.com. The value of the acquisition, made in February, was not disclosed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Google has modestly integrated Blogger.com into its operations. For example, users can place a link to a blog of their choice through the Google tool bar. Google also places ads on blogs created through Blogger.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I think that blogging will be much, much bigger than it is," said Evan Williams, a program manager for Pyra Labs and a co-founder of Blogger.com. "Maybe not everyone in the world will blog, but I think it will become a natural part of the Internet."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haughey, the author, said that there are two sides to the growth in blogging. It has always been a venue for discussion where bloggers post and then solicit comment from readers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"There's always a chance that you have wild new perspectives," Haughey said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He added, "Some of the old bloggers have complained that as the numbers go up, it's hard to find useful blogs."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asked whether bloggers will have an aversion to using the big portals, Haughey said not necessarily. He said it depends on how good services are, but he added that old-school bloggers value registering their own, catchy Internet domains.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I think that most old bloggers want myblog.com, not aol.blogs/username."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Verne Kopytoff&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Imprensa - San Francisco Chronicle&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 1 de Setembro de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-10625092569960501?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/10625092569960501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/10625092569960501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#10625092569960501' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106250154324543608</id><published>2003-09-02T12:19:00.000+01:00</published><updated>2003-09-02T14:23:31.886+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>56. &lt;em&gt;Numa crónica que titulou de &lt;a href="http://www.dn.sapo.pt/cronica/mostra_cronica.asp?codCronica=5544&amp;codEdicao=806"&gt;Blogue-Notas&lt;/a&gt;, publicada hoje no &lt;a href="http://www.dn.sapo.pt/"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;, o historiador José Medeiros Ferreira dedica alguma atenção ao mundo dos blogues.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bloguemania está a difundir-se rapidamente. É, por enquanto, um exercício particular de quem gosta de ter opiniões abundantes e imediatas e revela uma acentuada necessidade de comunicar. A maior parte dos blogues que conheço aparenta-se ao género diarístico da antiga literatura. Um parente dissemelhante e de outra geração. Em todo o caso é um descendente_ À primeira vista é um descendente, em língua portuguesa, de um Miguel Torga menos esculpido em granito lexical, de um Vergílio Ferreira mais mundano na sua conta-corrente, de um Fernando Aires angustiado de metafísica, de um Cristóvão de Aguiar bloguista avant la lettre com a sua relação de bordo existencial. Até me lembrei de Teixeira de Pascoaes e de Raul Brandão, mas os blogues dos nossos cibernautas pouco tratam de sentimentos. Estão mais virados para a descoberta da luta política por conta própria. Porque será? É claro que os blogues não são mais nem menos do que os sites precocemente envelhecidos pela necessidade de criar modas internéticas. Ainda há 50 anos se viravam os fatos do avesso, dando-lhes um retomado colorido, caso o tecido valesse a pena. O site é mais institucional, o blogue é mais individual _ ambos unidos por uma orgia de endereços electrónicos_ Deste modo, e antes que seja tarde, aproveito esta minha curiosidade de férias, para apresentar um modelo de blogue-notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, dia 28: João Cravinho propõe António Guterres como cabeça-de-lista para as europeias. Não é a primeira vez que o faz, mas em Agosto o caso foi mais falado do que nos blogues que reservam uma entrada para Comentários(o). Acho uma boa ideia, embora não faltem excelentes candidatos a cabeças-de- lista para o Parlamento Europeu em quase todos os partidos do sistema, e até fora dele. Depois dos jogadores de futebol deve ser mesmo a melhor especialidade portuguesa. Por isso não me preocupo muito com o assunto. Alguém há-de aparecer. Prevejo um bom resultado do PS e a eleição de pelo menos um deputado do Bloco de Esquerda. Mesmo que o PSD perca essas eleições, com certeza que Durão Barroso não se demitirá. Vou guardar este blogue até Junho do próximo ano para o citar. Posted by José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, dia 29: Chuva. Como disse Teixeira de Pascoaes, o Outono em Portugal começa em Agosto. Esta chuva acaba com os incêndios, dirão os patriotas do clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio uns documentos da Casa Pia n'O Independente. Mas se todos os portugueses fossem avaliados, na indevida altura, por pedo-psiquiatras, quem garantiria o estado da nação no futuro?! E quantos blogues não seriam precisos para revelar as pulsões, as tendências, e até os actos de tanta gente feliz com lágrimas? Freud elaborou uma teoria geral. Em Portugal, pelo menos desde Pina Manique, elaboram-se fichas pessoais. Posted by Heterónimo Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, dia 30: José Sócrates, no Expresso, afirma que António Guterres é o melhor candidato às eleições presidenciais. Pasmo com este afã de candidatar o presidente da Internacional Socialista a todos os cargos imagináveis. Tanto mais que agora ele vai em missão social da ONU junto de Lula da Silva, conforme também me ensina o mesmo semanário. Prevejo que António Guterres aproveitará a primeira ocasião para repetir estar retirado da política doméstica activa. Ainda é muito cedo para «o natural», como notou o E. P. C. A propósito será que o E. P. C. tem um blogue? Posted by Medeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Um dia que deixe de ter a coluna no DN vou criar um blogue-notas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: José Medeiros Ferreira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Imprensa - Diário de Notícias&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 2 de Setembro de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106250154324543608?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106250154324543608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106250154324543608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106250154324543608' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106250125671808583</id><published>2003-09-02T12:14:00.000+01:00</published><updated>2003-09-02T12:14:16.743+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>55. &lt;em&gt;Francisco José Viegas (&lt;a href="http://www.aviz.blogspot.com/"&gt;Aviz&lt;/a&gt;) dedica mais algumas &lt;a href="http://www.aviz.blogspot.com/2003_08_01_aviz_archive.html#106204021276654700"&gt;linhas&lt;/a&gt; à análise do mundo dos blogues.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior que poderia acontecer aos blogs, além de elaborarmos códigos de conduta, seria determo-nos mais tempo do que o necessário nas razões que levam alguns bloggers a «encerrarem actividade». É provável que existam blogs que não resistam ao Verão ou que só existam porque há Verão, e disponibilidade, e vontade de falar. Isso dura enquanto dura. A natureza do blog é profundamente individualista — mesmo quando abriga vários individualismos. Acabam como começam, temos pena ou não, mas sabemos que ressuscitarão por aí, se ressuscitarem. O impulso que leva alguns bloggers a iniciarem actividade é precisamente o mesmo que os leva a «encerrar actividade». Alguns esgotam os seus objectivos. Alguns, outros, cansaram-se, e estão no seu direito. Outros mudam de rosto e não nos apercebemos (sim, sim). Têm uma marca de exibicionismo e de intimidade, de clarividência e de lugar-comum, de banalidade e de excepção. Tudo isso é natural. Que o Pedro, primeiro, tenha querido acabar com o Guerra e Pás e que o outro Pedro quisesse, depois, interromper o Flor de Obsessão é natural — porque as razões até estão lá inscritas (talvez mais no Guerra e Pás). Mas nada disso é dramático. Tudo isso estava escrito e inscrito, como disse.&lt;br /&gt;Prevejo, de facto, que boa parte dos blogs acabem por estes dias, quando acabar o Verão, quando a vida ganhar «outro sentido» ou for necessário «regressar à vidinha». Um blog não é «um meio de comunicação social». O seu carácter flutuante diz-nos que «viver sempre também cansa», que há coisas que nascem da imensa harmonia do mundo, e que há outras que vêm do fundo da tempestade. Não interessa. Temos de ser tolerantes para com a própria natureza do blog, que é essa: existe enquanto existe.&lt;br /&gt;Não sei quando acabará o Aviz. Vou escrevendo, tenho a noção de que escrever num blog é uma coisa precária (não tenho contador, não quero, não caio em tentação, não — claramente, não — acho que um blog tenha «audiência», talvez tirando o Abrupto), que somos voyeurs e objectos de voyeurismo em simultâneo. Mas há coisas que se dizem através dos blogs e há coisas que não digo através dos blogs. O que escrevo noutros lados não me impede de escrever o que escrevo no Aviz, mas não penso muito nisso. Não roubo tempo «ao outro lado» para escrever neste; nem roubo tempo «a este lado» para escrever no outro. Cada coisa — cada suporte — tem a sua natureza, mesmo que não a saiba identificar. No Aviz escrevo sobre a noite, sobre a insónia, sobre a minha fé e as minhas saudades, sobre política, sobre o que quiser, sem me importar com a opinião de Luís Delgado. Não tenho a ideia de uma «utilidade» dos textos; acho que há textos dos blogs que têm dignidade suficiente para serem publicadas em livro, numa revista, numa página de jornal; e há colunas de jornal que nunca deixaria que se publicassem no meu blog, porque nenhum preço paga aquela mediocridade, aqueles erros de gramática ou aquela falta de ideias. O mundo é um mistério, não é?&lt;br /&gt;Acho que é por isso mesmo (por o mundo ser um mistério) que tenho um blog. Discuto com quem quero (e só com quem quero), discuto até onde quero (e só até onde quero), no registo mais «disponível» por que se possa optar. Provavelmente por ser assinado e se tratar de um blog público não é tão confessional como seria um «diário pessoal». Mas mesmo o carácter confessional da escrita, como se diz no Norte, «vai da pessoa». Muitas vezes, o Aviz é um texto único contra a noite, contra a insónia, contra os mosquitos que vêm com o Verão. E vai com a música que estou a ouvir.&lt;br /&gt;Na generalidade, inclusive, penso que há blogs muito interessantes com que aprendi bastante — sobre literatura, sobre filosofia, sobre política. Com outros, irrito-me em silêncio porque prolongam aqui a ignorância que se detecta nas «conversas de circunstância», reproduzindo erros e omissões da imprensa generalista ou da mais alinhada. Mas por isso mesmo defendo a inexistência de qualquer código de conduta senão aquele que deriva do bom- senso — que é uma coisa muito pessoal. Desconfio daqueles que vêm educar as massas e arrebanhar multidões (acho o proselitismo muito discutível). Desconfio ainda mais daqueles que se vêem investidos da missão de «acordar consciências» para pôr toda a gente a discutir e a «debater». Aqui deixamos o que queremos e só somos julgados por isso. Acho bem que existam blogs que citem, citem, citem, que exponham as suas paixões e que escondam os seus amores. Tudo se nota, quando é escrito. Escrever profundamente é mostrar os lugares da paixão (a paixão, a divergência, o ressentimento, o amor, a delicadeza, a tranquilidade), mas só quando se quer. Muitas vezes é só insónia. Só perguntas: e a noite, o que é? — por exemplo.&lt;br /&gt;Fazer de um blog mais do que isso já me parece extravagância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Francisco José Viegas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Aviz&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 28 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106250125671808583?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106250125671808583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106250125671808583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106250125671808583' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106250092492083473</id><published>2003-09-02T12:08:00.000+01:00</published><updated>2003-09-02T12:09:00.600+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>54. &lt;em&gt;Patrícia (&lt;a href="http://maufeitio.pt.to/"&gt;Mau Feitio&lt;/a&gt;) tece alguns comentários sobre o mundo dos blogues, debruçando-se sobre o que considera ser o pedantismo e o pseudo-intelectualismo de alguns blogues.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma viagem mais longa do que o habitual pelos blogs portugueses. Com  mais paragens, e também estas mais longas que o costume. Não me apetece procurar adjectivos para descrever o que li. Mas sem qualquer esforço vêm-me à cabeça dois substantivos abstractos: pedantismo e pseudo-intelectualismo.&lt;br /&gt;Muita filosofia de trazer por casa, muito humor «eu sou tão culto que sei fazer piadas com este tema», muitas citações (em várias línguas, porque «claro que sabe francês, se não sabe saia do meu blog, sua amostra da cultura popular!»). E muitos nomes de peso largados aqui e ali, como quem não quer a coisa. Se eu agora disser «Proust» este texto fica logo com outro ar. «Kafka». E já agora, «existencialismo de Sartre e Kierkegaard». Mais uma ou duas e o Mau Feitio já pode constar daquela elite de links que esses blogs têm em comum (devem ser uns cem, que se linkam mutuamente).&lt;br /&gt;E depois quando querem mostrar ao «povo» que no fundo também são pessoas comuns... lá vem a descrição de um dia bem passado, do tipo «entretive-me com a leitura comparada de Oscar Wilde e Bernard Shaw, com a apreciação profunda de uma peça de jazz contemporâneo, um passeio pelos antiquários do Príncipe Real e um bife com ovo a cavalo no Martinho da Arcada, temperado com os fantasmas das antigas tertúlias cujos espíritos em mim se perpetuam.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Patrícia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Mau Feitio&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 19 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106250092492083473?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106250092492083473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106250092492083473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106250092492083473' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106155506667966709</id><published>2003-08-22T13:24:00.000+01:00</published><updated>2003-08-22T13:24:26.693+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>53. &lt;em&gt;Daniel Olivença (&lt;a href="http://homme.blogspot.com/"&gt;L'Homme qui a Mordu le Chien&lt;/a&gt;) comenta, numa &lt;a href="http://homme.blogspot.com/2003_08_17_homme_archive.html#106142599847175984"&gt;pequena nota&lt;/a&gt;, a questão da relação entre os blogues e a publicação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dos blogs, as pessoas que queriam ter algo seu lido tinham de passar pelo apertado crivo da publicação. Isso poupava os autores de muitas vergonhas a que agora são expostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Daniel Olivença&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - L'Homme qui a Mordu le Chien&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 21 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106155506667966709?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155506667966709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155506667966709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106155506667966709' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106155481615029659</id><published>2003-08-22T13:20:00.000+01:00</published><updated>2003-08-22T13:20:16.220+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>52. &lt;em&gt;Uma brevíssima &lt;a href="http://a-deus.blogspot.com/2003_08_01_a-deus_archive.html#106150316986427429"&gt;questão&lt;/a&gt; de R. (&lt;a href="http://a-deus.blogspot.com/"&gt;aDeus&lt;/a&gt;):&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será o blog, por entre as formas da comunicação, o graffiti dos intelectuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: R.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - aDeus&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 21 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106155481615029659?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155481615029659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155481615029659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106155481615029659' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106155465909097990</id><published>2003-08-22T13:17:00.000+01:00</published><updated>2003-08-22T13:17:39.116+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>51. &lt;em&gt;O autor chamou-lhe &lt;a href="http://o-ceptico.blogspot.com/2003_08_01_o-ceptico_archive.html#106152751270124124"&gt;Nome&lt;/a&gt;. Trata-se de um breve texto de Pedro Galvão (&lt;a href="http://o-ceptico.blogspot.com/"&gt;O Céptico&lt;/a&gt;) onde se fala da questão do anonimato no mundo dos blogues e das suas implicações.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora, O Céptico surgirá devidamente assinado. Nunca procurei esconder-me, e este país é tão pequeno que, embora eu nem sequer seja conhecido, quem se deu ao trabalho de investigar o assunto descobriu rapidamente quem escrevia este blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A blogosfera no seu pior é isto: escondendo-se cobardemente no anonimato, há gentinha muito doente que opta pelo insulto mais torpe e mesquinho que se pode conceber. (Para quando um Psico[b]logue?) Eu nunca estive perto de insultar alguém, mas, como já me referi aqui a várias pessoas em termos depreciativos, parece-me justo que o faça dando a conhecer o meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que isto vai estragar um bocado a brincadeira. Dado que a partir de agora O Céptico = PG, deixarei de falar de coisas que na verdade não me aconteceram. (Mas devo dizer, para grande desilusão de alguns, que aquela do teste do Heidegger aconteceu-me mesmo.) Isto, no entanto, não é o pior. O pior é o risco de eu começar a levar isto demasiado a sério. Já levo muitas coisas a sério: tese, manuais, traduções, recensões, revista, dicionários, artigos, aulas e o diabo a sete. Este blogue surgiu como uma maneira de descomprimir de tudo isto com uns comentários informais, umas tiradas de humor duvidoso, umas incursões completamente despretensiosas em território filosófico. Irá continuar assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Pedro Galvão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - O Céptico&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 22 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106155465909097990?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155465909097990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155465909097990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106155465909097990' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106155364970087999</id><published>2003-08-22T13:00:00.000+01:00</published><updated>2003-08-22T13:02:50.526+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>51. &lt;em&gt;Num texto recente, a que foi dado o título &lt;a href="http://venenoeficaz.blogspot.com/2003_08_01_venenoeficaz_archive.html#106119676590920569"&gt;Blogues&lt;/a&gt;, Fernando M. Cameira Fonseca (&lt;a href="http://venenoeficaz.blogspot.com/2003_08_01_venenoeficaz_archive.html#106119676590920569"&gt;Blog do Veneno Eficaz&lt;/a&gt;) produz algumas considerações sobre a blogosfera.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta gente com tanto para dizer! Porque é difícil a atitude "bloguiana" (neologismo?) numa conversa directa, num encontro de amigos? Parece que hoje existem dois níveis de comunicação principais:&lt;br /&gt;- cara a cara - para as trivialidades, conversas de circunstância, informações práticas, passar o tempo;&lt;br /&gt;- internet - para as considerações mais profundas e pessoais.&lt;br /&gt;Mas há aqui qualquer coisa que não está 100% bem. No cara a cara, num encontro de amigos, sabemos para quem falamos, temos resposta, interacção. Na net, nomeadamente nos ditos blogues, não fazemos ideia se alguém e quem nos lê, se estamos a falar sozinhos; e no entanto é aqui que nos aprofundamos. A net é uma defesa, um muro atrás do qual ousamos e pretendemos ter coisas interessantes a dizer sem necessidade de credenciais? A net satisfaz o nosso desejo obscuro de ser uma voz com auditório universal em vez de se ficar pelo grupo de conhecidos? Dá-nos a ilusão de um espaço nas vozes que se escutam? A net é o nosso cantinho seguro para sermos o escritor que sempre sonhámos ser?&lt;br /&gt;Não serei eu quem vai desvender este mistério. Fica só a preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Fernando M. Cameira Fonseca&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Blog do Veneno Eficaz&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 18 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106155364970087999?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155364970087999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106155364970087999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106155364970087999' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106140372240205750</id><published>2003-08-20T19:22:00.000+01:00</published><updated>2003-08-21T20:37:58.293+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>50. &lt;em&gt;Nuno Dempster (&lt;a href="http://dempster.weblogger.terra.com.br/"&gt;Palavras &amp; Letras&lt;/a&gt;) tentou, em duas notas recentes, produzir uma tipificação de alguns modelos de blogues (&lt;a href="javascript:wb_comentario(6577836)"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="javascript:wb_comentario(6577067)"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="javascript:wb_comentario(6614949)"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Nessas notas distingue três modelos frequentes de blogues: os «magnifierblogs», os «bunkerblogs» e os «obviousblogs».&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Magnifierblogs. Também há blogues dedicados a verem, à lupa, os micro-sucessos, sobretudo políticos, do nosso inglório e pequeníssimo quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Bunkerblogs. Há blogues que se dedicam à guerra das polémicas, e se me pelo por uma polémica (embora fuja delas como o diabo da cruz), já dificilmente as suporto como um modo de estar. Esses blogues parecem bunkers a trocar entre si rajadas de balas tracejantes que são as suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Obviousblogs. São aqueles em que o conselheiro Acácio escreve. Também os visito, claro, quando busco gente menos óbvia. E às vezes até volto a eles. Porque, afinal, são parte da "nossa" Blogolândia. E há-os com muita fama e maior prestígio, cuidadosamente cultivados ao espelho. "De primeira ordem", ouço o conselheiro. A estes visito-os de propósito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Nuno Dempster&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Palavras &amp; Letras&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 19/ 20 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106140372240205750?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106140372240205750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106140372240205750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106140372240205750' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106139496721821856</id><published>2003-08-20T16:56:00.000+01:00</published><updated>2003-08-20T19:15:59.253+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>49. &lt;em&gt;POS (&lt;a href="http://cercodoporto.blogspot.com/"&gt;Cerco do Porto&lt;/a&gt;), produziu algumas considerações sobre a blogosfera num texto que titulou &lt;a href="http://cercodoporto.blogspot.com/2003_08_01_cercodoporto_archive.html#106130456829874823"&gt;Early, late... que é que isso interessa?...&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse aqui que os blogs são cíclicos. Cada um baralha e volta a dar, conforme os objectivos que tenha. Objectivos, evidentemente. Ter objectivos é ter um propósito, bem definido ou difuso, escondido em palavras soltas, aqui postas quando está mais fresco e o vento murmulha nas copas das árvores, ou quando está mais quente e o gelo tilinta nos copos de gin. Há sempre um propósito qualquer. Pode ser a criação de um novo espaço para fazer política, um espaço de liberdade meticulosamente calculada (falsa liberdade, pois). Pode ser a busca de uma alternativa literária, um banco de ensaios. Pode ser a criação de uma pequena legião de seguidores, a simples marcação de presença num novo meio, a rejeição do esquecimento enquanto possibilidade a que nos sujeitamos. Pode ser isso tudo. Ou outro tudo qualquer. Um blog diz, na essência, muito de quem o faz. Não nos propósitos enunciados. Na essência, que nunca está lá claramente traçada. Na essência respeitada desde que ignorada. Quando um blog é de alguém que dá a cara, então, a coisa obedece muito mais a um objectivo. Ninguém escreve rigorosamente o que lhe passa pela cabeça, pois todas as palavras são medidas em função do propósito que se tem. Ou faz-se como o Pipi, e fica-se, enquanto Pipi, amarrado a uma linha criativa de ilusória liberdade mas essencialmente limitativa e secreta para sempre. Os textos sobre blogs raramente são inocentes (Homessa! Então este não é um texto sobre blogs?...). Nada inocente, por exemplo, é o fingimento de desinteresse, ou o fingimento de uma atitude acima da mesquinhez que traça a rota terrena do cidadão comum. Causa-me náuseas, NÁUSEAS, ver que alguém que equaciona publicar isto em livro, valendo-se dos privilégios de identidade, escreve no seu blog a incoerência que se segue (porque ele próprio tudo faz para ser notado e para ser citado, para ser a referência entre as referências, aparentemente indiferente, superiormente alheado...): “Tenho também muito pouca curiosidade em saber de quem são os blogues, atitude que não é partilhada por muitos, para quem a identidade do seu autor se sobrepõe a tudo e procuram afanosamente saber quem está por detrás de um pseudónimo.” E outros seguem caminhos parecidos, não iguais (talvez haja diferenças entre boas e más pessoas) mas semelhantes na essência da promoção pessoal, da legítima expectativa dos autores, gritar à boca de uma caverna e ouvir a maior quantidade possível de ecos. É legítimo, pois, mas não deve ser escamoteado para que não se caia no ridículo. Convençamo-nos, porém, de algo muito importante: um autor não é, necessariamente, a pessoa que lhe dá forma; um autor pode significar uma enorme esperança na espécie humana, mas quando temos a oportunidade de contactar a pessoa de pele e osso concluímos que, afinal, a pessoa pode ser desinteressada, sobranceira, pode ignorar instituições que devia respeitar por isto ou por aquilo, pode confundir coisas com pessoas, fazer birra, trepar para um pedestal de areia molhada e pensar que está na firmeza de um bloco de pedra. A pessoa é, afinal, uma pessoa. Podemos ou não gostar dela, mas temos de estar preparados para a eventualidade de o autor que admiramos estar longe da pessoa que idealizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: POS&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Cerco do Porto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 20 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106139496721821856?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106139496721821856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106139496721821856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106139496721821856' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106139368188329080</id><published>2003-08-20T16:34:00.000+01:00</published><updated>2003-08-20T19:16:25.180+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>48. &lt;em&gt;JMF (&lt;a href="http://terrasdonunca.blogspot.com/"&gt;Terras do Nunca&lt;/a&gt;), num pequeno apontamento intitulado &lt;a href="http://terrasdonunca.blogspot.com/"&gt;Eu e o meu blogue&lt;/a&gt;, escreveu agora sobre a sua relação com o seu blogue e o mundo dos blogues.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias visito o meu blogue. Se escrevo à noite, vou lá de manhã. Se escrevo de manhã, vou lá à tarde.&lt;br /&gt;Penso que não será por narcisismo. Bom, pelo menos, não será por narcisismo em excesso. Também não é para inchar os famosos contadores. Afinal de contas, só lá vou duas ou três vezes por dia.&lt;br /&gt;Vou lá para caçar uma outra gralha e também para me assegurar de que ainda concordo com o que escrevi. Até agora, não tenho tido razões de queixa.&lt;br /&gt;Vou lá (mas que digo eu? Venho cá, assim é que é...) por causa de um pesadelo secreto que me persegue. Escrevemos num espaço que não nos pertence e que, ao contrário do que alguns pensam, tem dono. No caso, é a Blogger, uma empresa detida pelo Google.&lt;br /&gt;Ora o meu pesadelo é que esse senhores não gostem do que escrevo, da minha cara ou da falta dela, e entrem por aqui dentro, desarrumem a casa, deitem a casa abaixo... Um pesadelo que não me larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: JMF&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Terras do Nunca&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 20 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106139368188329080?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106139368188329080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106139368188329080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106139368188329080' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106139349504762118</id><published>2003-08-20T16:31:00.000+01:00</published><updated>2003-08-20T16:31:35.043+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>47. &lt;em&gt;O Nuno do &lt;a href="http://noctivago.blogspot.com/"&gt;Noctívago&lt;/a&gt; publicou agora uma &lt;a href="http://noctivago.blogspot.com/2003_08_01_noctivago_archive.html#106121701212902970"&gt;pequena nota&lt;/a&gt; sobre o que julga ser o perfil típico dos bloggers.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naveguei pelos blogs que aliatoriamente me foram aparecendo. Meia hora, uma hora talvez. E já tenho o perfil da maioria. Mulheres acima dos 30 anos, muitas divorciadas, muitas desesperadas, homens que trabalham no jornalismo ou gostavam de trabalhar, literatos frustrados e adolescentes com problemas existênciais. E pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Nuno&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Noctívago&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 18 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106139349504762118?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106139349504762118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106139349504762118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106139349504762118' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106125193772178895</id><published>2003-08-19T01:12:00.000+01:00</published><updated>2003-08-19T01:12:17.803+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>46. &lt;em&gt;O &lt;a href="http://blog-notas.weblog.com.pt/"&gt;Blog de Notas&lt;/a&gt; recuperou agora um texto antigo de John Hiler publicado , a 22 de Maio de 2002, na &lt;a href="http://www.microcontentnews.com/"&gt;«Microcontent News: The Online Magazine for Weblogs, Webzines, and Personal Publishing»&lt;/a&gt;. Intitulava-se &lt;a href="http://www.microcontentnews.com/articles/blogosphere.htm"&gt;«Blogosphere: the emerging Media Ecosystem»&lt;/a&gt;. Entre outras coisas, dizia assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Like any ecosystem, the Blogosphere demonstrates all the classic ecological patterns: predators and prey, evolution and emergence, natural selection and adaptation. I've often thought that anthropologists were best equipped to deconstruct the emerging blogging sub-culture, but now I'm convinced I got it wrong: the greater mysteries of the Blogosphere will be unlocked instead by evolutionary biologists.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Like any ecosystem, the Blogosphere has a life of its own, one that's more than the sum of its weblogs. You can't understand a jungle by studying a single jaguar, and in the same way you can't understand the Blogosphere by studying a single weblog. Surfing the Blogosphere you can see evolutionary forces play out in real time, as weblogs vie for niche status, establish communities of like-minded sites, and jostle for links to their site.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: John Hiler&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Microcontent News&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 22 de Maio de 2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106125193772178895?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106125193772178895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106125193772178895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106125193772178895' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106124570434129668</id><published>2003-08-18T23:28:00.000+01:00</published><updated>2003-08-18T23:28:24.376+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>45. &lt;em&gt; José Fernando Guimarães(&lt;a href="http://estudosbaudelaireanos.blogspot.com/"&gt;Estudos Baudelaireanos&lt;/a&gt;), debruçou-se sobre o mundo dos blogues avançando algumas notas para a compreensão do fenómeno num texto intitulado &lt;a href="http://estudosbaudelaireanos.blogspot.com/2003_08_01_estudosbaudelaireanos_archive.html#106124388084625309"&gt;O que é um Blog?&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, um blog é um exercício narcísico. Mas, se o fosse completamente, publicar também o seria – melhor, seria fundamentalmente um exercício narcísico. O que não é completamente verdade. Donde, um blog não é um exercício narcísico total nem radical.&lt;br /&gt;Também aparentemente, um blog é uma agenda. Uma agenda onde se vai tomando nota de várias coisas, de várias perspectivas, de vários modos de olhar. Numa escrita com o seu quê de fragmentário. Numa escrita com o seu quê de aforismo. Numa escrita com o seu quê de abrir a alma. Mas, se repararmos bem, um blog não abre a alma, abre o corpo. O que não cabe no modelo clássico de escrita fragmentária – de que Benjamin seria o exemplo total e radical. O que não cabe no modelo clássico de diário (tão falado nalguns blogues). Donde, um blog mais do que um diário, é uma agenda: para ler e deitar fora, pelo menos no ano seguinte, se não for no mês ou no dia seguinte.&lt;br /&gt;Por isso, um blog se aproxima tanto da arte contemporânea. Aí interrogou- se e acabou-se por decretar o fim da pintura. Um blog é, de facto, o fim da escrita, a escrita tornada fantasma, sombra, mesmo a sombra de Narciso. Porque um blog é o efémero, tornado efémero – uma sombra, portanto. Porque um blog é um corpo, a escrita feita corpo – como em Duras ou Clarisse Lispector, por exemplo. Porque um blog é a ruptura definitiva com a edição, na sua interpretação clássica. Porque um blog é a pura contingência. Porque um blog é a democratização levada ao limite. Ou seja, um blog é o terror(ismo). O que nos leva a 1789, esse ano zero da história e do início do modernismo. O que nos leva a 1968 e aos textos de Guy Debord. Ou, mais lá para trás, a Baudelaire – ao contingente, ao transitório, ao efémero. Que é o que assina a cena artística de 68 em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: José Fernando Guimarães&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Estudos Baudelaireanos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 18 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106124570434129668?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106124570434129668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106124570434129668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106124570434129668' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106123986871237811</id><published>2003-08-18T21:51:00.000+01:00</published><updated>2003-08-18T21:51:08.620+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>44. &lt;em&gt;BrainstormZ (&lt;a href="http://tempestadecerebral.blogspot.com/"&gt;Tempestade Cerebral&lt;/a&gt;), dedicou algumas &lt;a href="http://tempestadecerebral.blogspot.com/2003_06_01_tempestadecerebral_archive.html#105604318788938052"&gt;linhas&lt;/a&gt; ao metabloging.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que respeita à blogesfera ainda estou na fase de infância mas, pela falta de tempo, já tive de desenvolver um método de consulta de outros blogs. Assim, dou mais atenção aos blogs cujos posts não se desviam de um determinado tema.&lt;br /&gt;Quando selecciono um link do menu de Favorites/Blogs gosto de saber, com antecedência, que tipo de posts vou encontrar. É uma forma de organização a que estamos habituados no nosso dia-a-dia: publicações especializadas e artigos divididos por secções nas publicações generalistas (tanto em formato papel como digital).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada blogger, como qualquer ser humano, tem uma opinião sobre inúmeros assuntos. A grande maioria exprime essa variedade de opiniões nos seus blogs o que - caso esteja à procura algo específico - torna a consulta destes um pouco caótica e ineficaz. Mas existem uns poucos bloggers que, pelas suas qualidades literárias, conseguem obter algum “estatuto social” que os diferencia dos restantes. São exemplos José Pacheco Pereira (Abrupto) e Pedro Mexia (Dicionário do Diabo e ex-Coluna Infame).&lt;br /&gt;Uma pequena minoria consegue restringir os seus posts a um só tema - maior eficácia em captar a atenção de leitores com falta de tempo. Um excelente exemplo é o Vítima da Crise, diário de um desempregado (espero, contudo, que ele consiga, brevemente, passar a denominar-se ”diário de um empregado”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso da blogesfera portuguesa depende, na minha opinião, das seguintes estratégias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Blogs de referência - como o blogo, blogs em .pt, bloco-notas, posto de escuta, etc - que apresentem links para determinados posts de bloggers segundo critérios idênticos às secções da comunicação social escrita (Política, Sociedade, Economia, Desporto, Humor, etc) - para abranger toda a blogesfera portuguesa serão necessários contribuintes com tempo para navegar e facilidade em “catalogar” posts;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Blogs generalistas cujos posts continuem, pela sua qualidade, a apresentar opiniões sobre variados assuntos (e, complementarmente, a fornecerem links a blogs e artigos de interesse) - como o Abrupto, Conversas de Café, País Relativo, Dicionário do Diabo, Jaquinzinhos, O Intermitente, etc;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Blogs especializados em determinado tema - como o De Direita, De Esquerda, Blog de Esquerda, Liberdade de Expressão (Política); Vítima da Crise, Venda-se, Direito &amp; Economia (Economia); O Projecto (Arquitectura); gildot, mac (Tecnologia); Terceiro Anel, Bola Verde, Caderneta da Bola (Futebol); Blogue dos Marretas, Desactualizado e Desinteressante, Gato Fedorento, O Meu Pipi (Humor); etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota final: este blog tenta posicionar-se na terceira estratégia citada: no meu caso Gestão e Marketing - já por si só conceitos que podem ser aplicados a uma grande variedade de assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: BrainstormZ&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Tempestade Cerebral&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 19 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106123986871237811?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106123986871237811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106123986871237811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106123986871237811' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106108839512745571</id><published>2003-08-17T03:46:00.000+01:00</published><updated>2003-08-17T03:46:35.040+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>43. &lt;em&gt;Francisco José Viegas (&lt;a href="http://aviz.blogspot.com/"&gt;Aviz&lt;/a&gt;), escreveu uma pequena nota - que titulou &lt;a href="http://aviz.blogspot.com/2003_08_01_aviz_archive.html#106108583847401917"&gt;Blogs&lt;/a&gt; - sobre a manutenção de um blogue.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter um blog cria exigências. Não é uma descoberta, mas uma espécie de rendição. Muitas vezes, a meio da noite — enquanto aguardo notícias soltas —, aparece uma grande vontade de escrever; de outras, nem tanto. Às vezes, nenhuma vontade. E, depois, uma pergunta: «Quando escreves o que tens mesmo de escrever?» Esta pergunta deixa rasto. Exigências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Francisco José Viegas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Aviz&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 16 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106108839512745571?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106108839512745571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106108839512745571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106108839512745571' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106100022891152437</id><published>2003-08-16T03:17:00.000+01:00</published><updated>2003-08-16T03:17:03.960+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>42. &lt;em&gt;Joaquim Amado Lopes, do &lt;a href="http://www.diariodigital.pt/"&gt;Diário Digital&lt;/a&gt;, dedicou um pequeno espaço aos blogues num artigo intitulado&lt;a href="http://www.diariodigital.pt/news.asp?id_news=65245"&gt;Os blogues e a Assembleia da República&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que ouvi falar dos "blogues" não resisti e fui logo ver. Devo confessar que demorei algum tempo até perceber o que era um "blogue". Afinal, supostamente os "blogues" eram algo moderno, inovador e interessante e o que eu via era simplesmente uma vulgar página web, onde o "bloguista" publica artigos, numa versão simplificada (e extremamente limitada) de um vulgar forum, como aqueles que se encontram em inumeros sites. Em alguns blogues, nem sequer se pode comentar os artigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente percebi. Os "blogues" têem realmente algo de moderno, inovador e interessante: o nome! De resto, são tão inovadores quanto cantar em vez de falar ao telefone. Não são funcionais como espaço de debate. Estão mesmo a anos-luz da Usenet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são funcionais como repositório de informação. Os artigos são publicados sequencialmente, numa única página. Não são funcionais como espaço de notícias. Não têem organização além da cronológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, servem para quê? Bem, servem para os "bloguistas" publicarem os seus pensamentos, de forma mais ou menos regular (supõe-se que diariamente), o que quer dizer que, com honrosas excepções, os "blogues" são especialmente interessantes para os respectivos autores e mais ninguém. Acredito mesmo que a maior parte das visitas à maior parte dos "blogues" são feitas por quem os escreve, com excepção das alturas em que são referidos na comunicação social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim sem qualquer surpresa que soube que a AR votou por unanimidade a criação de uma "blogosfera" para os deputados da Nação. É que a AR só vota qualquer coisa por unanimidade quando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. É algo inócuo, tal como louvores a falecidos ou a feitos desportivos ou científicos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. É no interesse dos deputados, tal como aumento de salários ou regalias; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Fica bem na comunicação social mas não dará nenhum resultado, porque nunca chegará a ser regulamentado e todos se esquecerão; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ou quando não percebem o que estão a votar. Ou seja, por ignorância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os deputados são, na sua grande maioria, info-iliterados (ignorantes no que diz respeito à informática) é pouco provável que sejam mais de meia-dúzia os deputados a criar "blogues". Os dois ou três que estariam realmente interessados em criar e manter o seu "blogue" já o terão feito em 2006. Sim, em 2006. É que a decisão é de criar uma "blogosfera" parlamentar para a próxima legislatura. Isto apesar de uma "blogosfera" ser algo tão simples técnicamente que qualquer aprendiz de webmaster a poderia criar em duas ou três semanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deputados poderiam ter decidido a criação de um espaço de verdadeira informação. Um espaço, no site da AR, com informação sobre cada deputado (incluindo o contacto), as suas iniciativas legislativas, intervenções, votos, viagens, etc. Mas isso não teria um nome tão "cool" quanto "blogue". E, afinal, quem é que estaria interessado em aceder a informação sobre o que os deputados fazem enquanto tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Joaquim Amado Lopes&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Jornalismo Digital - Diário Digital&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 14 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106100022891152437?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106100022891152437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106100022891152437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106100022891152437' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106064745968943131</id><published>2003-08-12T01:17:00.000+01:00</published><updated>2003-08-12T01:18:01.206+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>41. &lt;em&gt;Jill Walker (&lt;a href="http://huminf.uib.no/~jill/"&gt;jill/txt&lt;/a&gt;) publicou  há algum tempo atrás, no seu blogue, uma &lt;a href="http://huminf.uib.no/~jill/archives/blog_theorising/final_version_of_weblog_definition.html"&gt;definição&lt;/a&gt; de 500 palavras do termo «weblog», para ser incluída como uma das &lt;a href="http://www4.ncsu.edu/~dherman/RENTentries.html"&gt;inúmeras entradas&lt;/a&gt; na &lt;em&gt;postcoming&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www4.ncsu.edu/~dherman/RENT.html"&gt;Routledge Encyclopedia of Narrative Theory&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A weblog, also known as a *blog, is a frequently updated website consisting of dated entries arranged in reverse chronological order so that the reader sees the most recent post first. The style is typically personal and informal. Freely available tools on the World Wide Web make it easy for anybody to publish their own weblog, so there is a lot of variety in the quality, content and ambition of weblogs, and a weblog may have anywhere from a handful to tens of thousands of daily readers. Weblogs first appeared in the mid-nineties and became more widely popular as simple and free publishing tools such as Blogger.com became available towards the turn of the century.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Examples of the genre exist on a continuum from online *diaries that relate the writer’s daily activities and experiences to less *confessional weblogs that comment and link to other material, discuss a particular theme or function as soapboxes. In addition to the dominant textual form of weblogs there are experiments with adding sound, images and videos to the genre, resulting in photoblogs, videoblogs and audioblogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Each entry in a weblog tends to link to further information. Weblog authors also link to other weblogs that have dealt with similar topics, allowing readers to follow conversations between weblogs by following links between entries on related topics. Readers may start at any point of a weblog, seeing the most recent entry first, or arriving at an older post via a search engine or a link from another site. Once reading a weblog, readers can read in several orders: chronologically, thematically or searching by keywords. Weblogs also generally include a blogroll, which is a list of links to other weblogs the author recommend, and many weblogs allow readers to enter their own comments to individual posts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weblogs are serial and cumulative, and readers tend to read small amounts at a time, returning hours, days or weeks later to read entries written since their last visit. This serial or episodic structure is similar to that found in *epistolary novels or *diaries, but unlike these a weblog is open ended, finishing only when the writer tires of writing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Many weblog entries are shaped as brief, independent narratives. Some weblogs create a larger frame to these micro-narratives by using a consistent rule to constrain their writing. Francis Strand connects his stories of life in Sweden by ending each with a Swedish word and its translation. Other weblogs connect frequent but dissimilar entries by making a larger narrative explicit: The Date Project documents a young man’s search for a girlfriend, Julie Powell narrates her life as she works her way through Julia Child’s cookbook while Flight Risk is about an heiress’s escape from her family.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Further Reading&lt;br /&gt;Anonymous (2002) The Date Project. http://thedateproject.blogspot.com/&lt;br /&gt;Lejeune, Philippe (2000) “Cher écran...” Journal personnel, ordinateur, Internet. Paris: Éditions du Seuil.&lt;br /&gt;Strand, Francis (2003) How to Learn Swedish in 1000 Difficult Lessons. http://francisstrand.blogspot.com/&lt;br /&gt;V., Isabella (2003) She’s a Flight Risk. http://shes.aflightrisk.org&lt;br /&gt;Powell, Julie (2003) The Julie/Julia Project. http://blogs.salon.com/ 0001399/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Jill Walker&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - jill/txt&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 28 de Junho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106064745968943131?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106064745968943131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106064745968943131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106064745968943131' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106064666091279185</id><published>2003-08-12T01:04:00.000+01:00</published><updated>2003-08-12T01:04:40.790+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>40. &lt;em&gt;Pedro Correia publicou agora um pequeno artigo sobre a blogosfera no Diário de Notícias. Intitula-se &lt;a href="http://www.dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=115712&amp;codEdicao=780&amp;codAreaNoticia=10"&gt;Blogo, logo existo&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Pacheco Pereira deu o mote. Há escassos meses, o eurodeputado do PSD lançou entre nós a moda dos blogues. Uma moda que pegou depressa e bem: muitos outros lhe seguiram o exemplo _ figuras conhecidas ou ilustres anónimos, gente de todas as idades, intelectuais das mais diversas tendências disputam tempo e espaço na Internet com os seus blogues. Adaptando a epistolografia à era da informática e desenterrando o prazer da polémica, que parecia quase adormecido entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é um blogue? No fundo, trata-se de um simples diário pessoal, mas com a particularidade de ser acessível ao universo de utilizadores da Internet. Há blogues de todas as cores e para todos os gostos. Enquanto a esmagadora maioria das colunas de opinião impressas nos jornais é cinzenta, conformista e previsível, os textos que circulam na blogosfera caracterizam-se pelo seu estilo vibrante e polémico. Nenhum tema é evitado nem nenhum ângulo deixa de ser abordado pelos blogonautas, que desencadeiam reacções em série. Sobretudo quando estão em causa questões políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política é um tema muito em foco nos blogues. Pacheco, que também neste caso deu o pontapé de saída, gosta de discorrer sobre as relações entre políticos e jornalistas, entre uma ou outra bicada ao Governo. «Gostava de saber em quantos sítios vai ser proibido o uso de foguetes», ironizava ontem no seu Abrupto, talvez o mais conhecido de todos os blogues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro assunto quente da nossa vida política que mereceu recentes comentários foi o jantar dos generais contra o ministro da Defesa. «Generais no activo e na reserva fazerem um jantar conspirativo não é um sinal saudável numa democracia estabilizada», opinou Pedro Mexia, autor do blogue Dicionário do Diabo. Um blogue também muito popular é o Gato Fedorento, que tem quatro autores: José Diogo Quintela, Miguel Góis, Ricardo Araújo Pereira e Tiago Dores. Um deles escrevia assim sobre a controversa questão das escutas ao líder socialista: «Ferro Rodrigues devia conseguir ver a vantagem de ter sido alvo de mais de 1800 escutas. O líder do PS nunca mais terá que se deslocar ao DIAP para prestar declarações. Neste Verão, pode estar de papo para o ar numa praia das Caraíbas e, quando quiser dizer alguma coisa ao juiz Rui Teixeira, é só pegar num telemóvel e telefonar a um amigo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis outra característica comum a muitos blogues: o sentido de humor. Cruzar a política com a ironia é a opção de Pedro Lomba, no blogue Flor de Obsessão, e dos anónimos autores dos blogues dos Marretas e Terras do Nunca. Cada qual à sua maneira, todos estão a contribuir decisivamente para alterar a substância e o tom do debate político em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Pedro Correia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Imprensa - Diário de Notícias&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 11 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106064666091279185?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106064666091279185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106064666091279185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106064666091279185' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106064636288278594</id><published>2003-08-12T00:59:00.000+01:00</published><updated>2003-08-12T01:05:42.250+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>39. &lt;em&gt;Luis Delgado, o controverso articulista, acaba de publicar uma brevíssima nota sobre os blogues no &lt;a href="http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=2&amp;id_news=65016"&gt;Diário Digital&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda uma grande excitação nos jornais portugueses sobre os «blogs», como se fossem uma novidade em Portugal. O «Diário Digital» disponibilizou esse serviço de weblogs no início de 2002, e sempre foi um sucesso. Permite a expressão directa dos leitores, reflexões sem intermediários, e a liberdade total de escrita. Tem um inconveniente para os comentadores «oficiais» e pagos: é que se passam a usar os blogs, deixam de ter interesse e valor. A que título é que os jornais, televisões ou rádios investem em líderes de opinião que opinam gratuitamente? É por isso que os blogs são um extraordinário sucesso popular desde 2001, noutros países, e em Portugal, mas nunca para «opinion makers».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Luis Delgado&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Jornalismo Digital - Diário Digital&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 11 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106064636288278594?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106064636288278594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106064636288278594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106064636288278594' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106007296559501261</id><published>2003-08-05T09:42:00.000+01:00</published><updated>2003-08-05T09:42:45.530+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>38. &lt;em&gt;Pepe Canastro (&lt;a href="http://conversadateta.blogspot.com/"&gt;Conversa da Teta&lt;/a&gt;) colocou agora uma questão que tem procurado explorar: (&lt;a href="http://conversadateta.blogspot.com/2003_07_01_conversadateta_archive.html#105966834869082211"&gt;«quem governa a blogosfera portuguesa?»&lt;/a&gt;).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista poder-se-ia considerar que a blogosfera seria uma sociedade de igualdade avançada, sem poderes ou privilégios particulares. No entanto, poderão colocar-se algumas questões:&lt;br /&gt;1- Poder-se-á descortinar uma elite mais ou menos oculta no coração da blogosfera?&lt;br /&gt;2 - Haverá concentração de poder e privilégios (eg: visibilidade externa) num relativamente reduzido número de blogs?&lt;br /&gt;3 - Se sim, estes estão conscientes disso e tentam manter o seu status?&lt;br /&gt;4 - Existem grupos de blogs que de alguma forma dominam (ou tentam dominar) a blogosfera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que há quem esteja na blogosfera, fundamentalmente, para se divertir (como há quem assim esteja na vida) não me parece menos verdade que há quem, legitimamente, por cá ande muito a sério e até alguns que, para além de estarem a sério, estão de uma forma elitista. Também me parece natural que existam grupos, mais ou menos informais, de blogs amigos.&lt;br /&gt;Por outro lado, é possível que apareçam grupos organizados de blogs (deste tipo apenas tenho conhecimento da existência de uma UBL ). Alguns dos objectivos de organizações deste género poderão ser, entre outros, os seguintes:&lt;br /&gt;- Introduzir alguma forma de auto-regulação;&lt;br /&gt;- Defender interesses (à semelhança de organizações existentes na sociedade civil);&lt;br /&gt;- criar um centro coordenador de uma elite de blogs;&lt;br /&gt;(...).&lt;br /&gt;Seja como for, poderão surgir organizações de blogs que se considerem com capacidade, saber, autoridade... para "governar" a blogosfera, ou que visem a materialização de um grupo dominante de blogs unidos pela posição política ou outra, em que a grande maioria das disputas ou polémicas se façam dentro do seu próprio núcleo.&lt;br /&gt;Terão de concordar que não deixa de ser curioso e interessante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Pepe Canastro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Conversa da Teta&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 31 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106007296559501261?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106007296559501261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106007296559501261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106007296559501261' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-106007224593360396</id><published>2003-08-05T09:30:00.000+01:00</published><updated>2003-08-05T09:30:45.920+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>37. &lt;em&gt;Pedro Caeiro (&lt;a href="hhttp://www.marsalgado.blogspot.com/"&gt;Mar Salgado&lt;/a&gt;) produziu, a partir do texto do controverso texto de Eduardo Prado Coelho, algumas observações breves em redor do mundo dos blogues.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A blogosfera tem discutido com frequência a relação entre os blogues e a chamada imprensa tradicional e, mais recentemente, o texto de Eduardo Prado Coelho no Público de ontem (dispenso-me de remeter para os blogues que o fizeram, pois seria mais simples elaborar uma lista dos que não comentaram o facto). Todavia, e com a devida vénia a todos, creio que o texto de EPC contém duas dimensões que ainda não foram totalmente exploradas.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, apesar do muito respeito que tenho pelo colunista (...), parece-me que a sua análise do fenómeno bloguístico deixa muito a desejar. Certo que é um texto assumidamente "didáctico", uma pequena introdução elementar à blogosfera para leigos. Mas a perspectiva de que parte é, a meu ver, errada, porventura prejudicada pelo mal-disfarçado despeito de EPC sobre os blogues e os seus autores, presente logo no título em pseudo-papiamento ("Blogue Blogue").&lt;br /&gt;Tudo gira à volta da descrição dos blogues como "espaços (...) onde uma pessoa ou grupo de pessoas se sente autorizado a escrever" (itálicos meus), por contraposição à imprensa tradicional, onde vigoraria uma "complexa malha de legitimações", uma ascensão lenta e difícil e uma presença "assídua e responsável", que resultariam numa legitimação objectiva (estar autorizado a escrever).&lt;br /&gt;Pois bem. Sucede que, como EPC bem sabe, não é verdade que a imprensa tradicional seja um mundo meritocrático; há lugar, como em todos os outros sectores sociais, para os parceiros ideológicos, os conhecimentos, os escreve-benzinho-e-é-filho-de-fulano-de-tal, independentemente do seu mérito pessoal. Depois, o blogger não tem um défice de legitimação (de estar autorizado a escrever) porque, pura e simplesmente, não precisa dela: não se enquadra numa instituição; não é pago pelo que escreve; não tem que respeitar uma linha editorial; não tem compromissos com os seus leitores, reais ou supostos; e, not the least, não produz ruído indesejado, ao invés do que sucede com a rádio e com a televisão (por que razão tenho de ouvir os comentários de Carlos Magno no táxi ou de gramar Conceição Lino na TV do restaurante?): é preciso procurá-lo na sua toca. Neste sentido, a comunicação na blogosfera é muito mais genuína e arriscada do que a da imprensa tradicional, porque a legitimação do blogger é, exclusivamente, pessoal (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Pedro Caeiro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Mar Salgado&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 2 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-106007224593360396?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106007224593360396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/106007224593360396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106007224593360396' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105998970445110898</id><published>2003-08-04T10:35:00.000+01:00</published><updated>2003-08-04T10:35:04.493+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>36. &lt;em&gt;Américo de Sousa (&lt;a href="http://retorica-pt.blogspot.com/"&gt;Retórica e Persuasão&lt;/a&gt;) promove, a partir do texto de Eduardo Prado Coelho, uma reflexão em torno da blogosfera. O Texto intitula-se &lt;a href="http://retorica-pt.blogspot.com/2003_08_01_retorica-pt_archive.html#105995447227465117"&gt;«Serão os blogues um verdadeiro acontecimento? (2)»&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um leitor compulsivo de Eduardo Prado Coelho. Admiro tanto a sua quase temível erudição como, principalmente, o que faz com ela. É, provavelmente, a pessoa que em Portugal melhor diz e faz retórica. Retórica, aqui, no seu sentido mais nobre, isto é, como ciência da argumentação ou persuasão discursiva. Outra coisa é, claro, concordar ou não com os seus pontos de vista. Desta vez, não estou de acordo. Vejamos porquê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, EPC começa por afirmar que os blogues e o chá verde são duas realidades "extremamente importantes". Repare-se: não apenas importantes, mas muito mais que isso, extremamente importantes. Seria de esperar então que mais adiante justificasse tal afirmação ou que, no mínimo, não a pusesse em causa. Mas o que EPC faz, de imediato, é uma comparação do que acontece nos actuais blogues com o que se passava, segundo diz, no espaço mediático de "outrora", comparação esta que objectivamente visa desvalorizar os blogues inicialmente exaltados. Para o efeito, põe em causa a legitimidade (ou competência?) de quem neles escreve, ao mesmo tempo que lança o anátema da falta de um controlo de qualidade, quando opina, por exemplo, que, na blogosfera, "Não é preciso articular bem os textos". Ora, salvo melhor opinião, daqui decorre uma notória contradição lógica entre a afirmação inicial de que os blogues são "extremamente importantes" e a aberta condenação a que os sujeita na parte final da sua crónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o argumento do autor do blogue "sentir-se autorizado a" escrever sobre todos os assuntos que lhe interessam parece, em grande medida, irrelevante, pois no que toca à "complexa malha das legitimações" nem a sua ausência nos blogues se traduz, necessariamente, por falta de legitimidade (e competência) para neles escrever seja o que for, nem a sua existência no espaço mediático de "outrora" a outorgava automaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao mais, dizer que nos blogues "Não é preciso articular muito bem os textos. Pode ser uma observação verrinosa, um comentário sardónico. Pode usar toda a agressividade que quiser, porque isso faz parte das regras do jogo", só se compreende se conjugado com a confissão de que "nem mesmo leio com regularidade os blogues dos outros. Não tenho tempo". Porque, basicamente, o problema não difere: se o autor de um blogue quer ser lido, tem que se adaptar e agradar ao auditório. Tal como um jornal tradicional tem que responder aos interesses do seu público-alvo. Mas afirmar que, nos blogues, usar toda a agressividade que quiser faz parte das regras do jogo é algo que só estará ao alcance de quem não ande mesmo por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, não há já qualquer dúvida de que os blogues sejam um acontecimento. Muito menos se o único critério a considerar for o de condicionarem o que se pensa e escreve. O caso parece-me tão evidente que só avançaria para a prova se ela viesse a ser suscitada. Mas julgo que só não se dá conta disto quem não edita um blogue, o que é natural. Falta, isso sim, é caracterizar adequadamente este acontecimento. E essa é uma das tarefas que está em curso, nomeadamente, no seio do já tão famoso metabloguismo. Aguardemos, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Américo de Sousa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Retórica e Persuasão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 4 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105998970445110898?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105998970445110898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105998970445110898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105998970445110898' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105995281941039633</id><published>2003-08-04T00:20:00.000+01:00</published><updated>2003-08-04T00:20:19.446+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>35. &lt;em&gt;Francisco José Viegas (&lt;a href="http://aviz.blogspot.com/"&gt;Aviz&lt;/a&gt;), a partir de uma breve análise ao texto de Eduardo Prado Coelho n'O Público, produz algumas observações de interesse no que respeita aos blogueiros e aos blogues num post intitulado &lt;a href="http://aviz.blogspot.com/2003_08_01_aviz_archive.html#105987632999753882"&gt;Late Night Blogs&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LATE NIGHT BLOGS. Às vezes, e isso não é só por causa do calor, escreve-se mais. Há vento, finalmente, a esta hora. Eduardo Prado Coelho escrevia recentemente sobre os blogs, no Público, acentuando o seu (dos blogs) lado mais libertino. Para Eduardo, há um problema a ter em conta, o de muitos dos bloggers «se sentirem autorizados a escreverem» sobre o que quer que seja. Não sei se isso é mau. Antigamente, antes de poder escrever «uma opinião» era preciso passar por uma série de rituais, etapas, trabalhos, sanções, ajustes, aprendizagens públicas, etc. Mas tratava-se da imprensa, onde deve existir essa série de exames e de admissões; não de blogs. Os bloggers escrevem. Muitos deles (ao contrário das preocupações que o Eduardo anota) nem sequer se preocupam em ser conhecidos ou em mostrar o seu nome. Pelo contrário: há na revelação do nome (em casos como o de Pacheco Pereira, Bragança de Miranda, etc.) o reconhecimento de uma proximidade com autores anónimos que escrevem porque escrevem e porque ninguém pode impedi-los, nem a moral nem os sacerdotes (apenas nós podemos não lê-los). Que escrevem porque estão acordados a meio da noite e escrevem com e sem esperança, com insónia ou com medo, com preocupação ou à medida que assumem o direito a serem humanos, inteiramente humanos. Ter nome ou não ter nome é — tirando essa revelação de humanidade — um assunto sem interesse. Nem sei se é moda, isto dos blogs. Nem me interessa. Dura enquanto durar. De vez em quando, a meio da noite, no meio das insónias, penso em não voltar — porque cada palavra que se deixa no blog é um recado. E, quando não é um recado, pode ser lida como um recado. E porque há desânimos inexplicáveis, tal como há entusiasmos adolescentes. E porque vamos envelhecendo e a energia varia consoante o que se já se escreveu, o que já se leu, o que vamos adivinhando no mundo das previsibilidades. Dura enquanto durar. Depois acaba, como tudo. Mesmo se este Verão for aquele — para retomar a crónica de EPC — que mais tarde retomaremos com aquela pergunta: «Lembras-te daquele Verão em que se falava muito de blogs?» E se for assim? E se um milhar de portugueses tiver descoberto neste Verão — mesmo que seja só neste Verão — o prazer adolescente de escrever, de dizer, de mostrar uma frase, de deixar um recado? E se for assim, onde está o pecado? Teremos de transportar connosco a mágoa da eternidade?&lt;br /&gt;Aliás: não é preferível recuperar a adolescência de vez em quando a seguir o curso daquele envelhecimento inevitável que nos torna mais impacientes, casmurros, cínicos? Por isso, dura enquanto durar, escreve-se todos os dias ou só de vez em quando, escreve-se sobre livros ou sobre o amor perdido, sobre música ou o amor reencontrado, deixa-se uma citação de que se gosta ou uma citação que se finge conhecer de há muito. Não é isso mais saudável do que tentar enganar a eternidade fingindo que só se escreve para a eternidade?&lt;br /&gt;E outro pormenor: a preocupação com a audiência. Não deve isso ser um critério flutuante? Há quem goste do «sitemeter» e quem recuse (como eu). Há quem aceite comentários livres e quem não queira. É isso tão determinante? E é assim tão grave se andarmos aqui a escrever uns para os outros, na «blogosfera», essa «ondulação estival»? Para quem se há-de escrever? Para quem cá anda, para quem aparece, para quem pisca o olho e diz «ontem li o teu texto» ou para quem vem às escondidas, para quem telefona, para quem se importa. «Escrevem uns para os outros.» Não me lixem. Claro que escrevemos uns para os outros. Claro que escrevemos para os outros. E, dado que o mundo é como é, escreve-se sobre política, sobre incêndios florestais, sobre Salinger, sobre música, sobre comida, sobre charutos, sobre o que passa, sobre os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Francisco José Viegas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Aviz&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 3 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105995281941039633?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105995281941039633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105995281941039633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105995281941039633' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105995013560244963</id><published>2003-08-03T23:35:00.000+01:00</published><updated>2003-08-03T23:35:35.703+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>34. &lt;em&gt;ANS, o Carimbador do blogue&lt;a href="http://ocarimbo.blogspot.com/"&gt;O Carimbo&lt;/a&gt; produziu agora, num post intitulado &lt;a href="http://ocarimbo.blogspot.com/2003_08_03_ocarimbo_archive.html#105993722078519997"&gt;A Blogosfera e Eu&lt;/a&gt;, alguns comentários sobre o mundo dos blogues.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui relatei como aconteceu a minha entrada na blogosfera, mas nunca revelei o que me fascina neste mundo. Também nunca escrevi sobre as minhas expectativas relativamente ao meu blog e à blogosfera em geral. Estes são assuntos que têm sido largamente debatidos e é, por isso, difícil introduzir elementos novos na discussão. No entanto, aqui fica mais uma modesta contribuição.&lt;br /&gt;Como o leitor já deverá ter percebido, se for um visitante assíduo do Carimbo, eu resido há já alguns anos em Inglaterra. No entanto, esta é uma situação temporária. Digamos que estou agora a meio da minha estadia neste país. Talvez sejam estes os motivos da enorme necessidade que eu sinto de estar informado sobre o que se passa em Portugal. Essa necessidade obriga-me a permanecer em frente ao computador mais tempo do que aquele que seria necessário para o exercício da minha profissão. Mas só assim posso manter o contacto audiovisual com os portugueses que me são mais próximos e queridos. Só assim posso ler jornais portugueses e assistir ao Telejornal. São horas que valem a pena. Já o eram antes de eu descobrir a blogosfera.&lt;br /&gt;Esta decoberta veio aumentar um pouco mais o tempo que passo à frente do computador. Mas são minutos extremamente enriquecedores. Não é possível acompanhar as opinões dos mais de 1600 bloggers nacionais, mas o "pequeno" grupo de blogs que consta da lista que está à esquerda deste texto já me permite ter a sensação de estar em Portugal a participar numa conversa entre pessoas informadas e com algo interessante a dizer. É verdade que, à primeira vista, esta conversa parece ser confusa. "Falam" todos ao mesmo "tempo" e sobre os assuntos mais diversos. Quando uns falam de si, outros falam dos outros. Quando uns falam do tempo, outros falam de futebol. Quando uns falam de política nacional, outros falam de política internacional. Quando uns falam de literatura, outros falam de filosofia. Enfim, todos falam de tudo mas a conversa até nem é nada confusa. Isto só é possível por se tratar de uma conversa escrita em que somos obrigados a ler um blog de cada vez. Podemos seguir o fio condutor da conversa em que participam os vários blogs através das referências que fazem uns aos outros.&lt;br /&gt;Depois de acompanharmos alguns dias de debate bloguístico (espero ser perdoado pelo abuso linguístico) sobre determinado assunto, ficamos sem dúvida mais esclarecidos. Circula de facto mais informação na blogosfera do que nos orgãos de comunicação social tradicionais. Mas mesmo assim, penso que os bloggers nacionais (e incluo-me nesse grupo) ainda podiam ir mais longe na análise dos temas que debatem (principalmente no que se refere aos temas nacionais). A blogosfera é, para mim, o meio ideal para analisar a actualidade nacional através de uns "nicely polished looking-glass", como escreveu James Joyce relativamente ao seu livro Dubliners. Compreendo no entanto que exista algum pudor por parte dos bloggers que assumem a sua identidade, os quais admiro verdadeiramente pela coragem demonstrada.&lt;br /&gt;Um "web log" é, por definição, um diário ou um caderno de registos que está disponível na rede. Eu nunca escrevi um diário, nunca registei os acontecimentos da minha vida (com excepção dos acontecimentos de interesse curricular) e nunca tive vontade de o fazer. No entanto, a possibilidade de registar acontecimentos pessoais ou opiniões sobre o mundo que me rodeia num diário aberto já me interessa bastante. É uma excelente forma de vencer distâncias e fazer chegar a minha "voz" àqueles que estão em Portugal e com os quais apenas contacto alguns minutos por dia. Ao mesmo tempo, tenho a possibilidade de comunicar com pessoas que não conheço mas sei que existem quando olho para o contador de visitas. Penso que é o facto de desconhecer a maioria das pessoas que lêem O Carimbo que me leva a permanecer anónimo. Desta forma sinto-me mais livre para escrever o que me apetecer, embore acabe por me conter sempre nas minhas afirmações. Deve ser feitio.&lt;br /&gt;Até aqui referi-me apenas às vantagens da blogosfera, mas isso não significa que não identifique alguns vícios neste mundo virtual. Eles existem e assemelham-se àqueles que encontramos no mundo real (das pessoas). A blogosfera é hoje uma comunidade em rápida expansão e isso torna impossível que todos se conheçam (ainda que apenas virtualmente). A tendência para a criação de grupos (ou classes) de blogs é muito forte (creio até que é inevitável). Essas classes tenderão a ser formadas por grupos de amigos, colegas ou simplesmente conhecidos (que também o sejam no mundo real). Isso já se passa hoje com os blogs mais citados e famosos (os quais me parecem ser mantidos por pessoas que se conhecem). Receio que se venha a assistir a algum autismo (ainda que involuntário) por parte de cada grupo de blogs relativamente à restante comunidade virtual. Quando isso acontecer, a blogosfera será demasiado parecida com a sociedade real e apenas meia dúzia de blogs serão lidos por todos (funcionarão como um orgão de comunicação social).&lt;br /&gt;Uma vez que o objectivo essencial de um blog é, do meu ponto de vista, comunicar, receio que a constatação da incapacidade de fazer chegar os nossos posts a um número de pessoas superior àquelas que conhecemos conduza à desilusão de muitos bloggers e à consequente "morte" do respectivo blog. Numa situação como esta, o blogger será pouco mais do que alguém que escreve para si num simples diário. Já li um blog (não me lembro qual) que justificava esta situação com as teorias Darwinianas da evolução natural das espécies, a qual é caracterizada por uma competição em que só os melhores sobrevivem. Nalguns casos talvez seja assim, mas na maioria deles o factor condicionante será o facto de ser conhecido de X ou Y e de, por essa via, poder pertencer a determinado grupo W ou Z (tal como na sociedade real).&lt;br /&gt;Quanto ao Carimbo, estou convencido que se manterá ainda por um largo período de tempo independentemente de vir a ser integrado num grupo de blogs ou de ter muitos ou poucos leitores. Já há muitos anos que eu não escrevia apenas pelo simples prazer de escrever. Recordo agora com mais saudade os bons tempos passados na "redacção" do jornal do "meu" Liceu. O Carimbo tem preenchido muito bem esse vazio. É por isto que pertenço à blogosfera. Não é o facto de achar que ela também tem defeitos que faz mim um prosélito (para usar uma palavra da preferência de Francisco José Viegas).&lt;br /&gt;Depois de reler este texto, concluo que falei muito de mim. Nunca pensei ser tão umbiguista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: ANS, O Carimbador&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - O Carimbo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 3 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105995013560244963?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105995013560244963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105995013560244963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105995013560244963' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105994968703277050</id><published>2003-08-03T23:28:00.000+01:00</published><updated>2003-08-03T23:28:07.060+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>33. &lt;em&gt;Alberto Gonçalves, colunista do Correio da Manhã e recém-chegado à blogosfera por meio do seu blogue, &lt;a href="http://www.homem-a-dias.blogspot.com/"&gt;Homem a Dias&lt;/a&gt;, dedicou uma breve observação ao mundo dos blogues num post intitulado &lt;a href="http://www.homem-a-dias.blogspot.com/2003_08_01_homem-a-dias_archive.html#105991152037205442"&gt;Amizades Perigosas&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo excepções, não temos comentadores, temos mensageiros, que passam recados nas páginas dedicadas ao efeito, exaltando compinchas, zurzindo desafectos. Nem vale a pena mencionar o espartilho partidário: Lisboa é pequena e provinciana (o Porto é pior), os restaurantes de jeito escasseiam e os bares em voga, por definição, são poucos. Toda a gente se roça mútua e publicamente aqui e ali. Antipatiza-se com uns, simpatiza-se com os restantes, não importa: o resultado é uma enviesada desgraça. Lembro-me de um «vulto» da crónica nacional a quem apetecia desancar Paulo Portas, mas que não o fazia «por ser amigo dele». A fidelidade ao amigo ficou-lhe bem; a profissão nem tanto. À semelhança do IRS dos políticos, aos cronistas deveria ser exigida e tornada pública a declaração anual de relações pessoais. Ao menos perceberíamos de quem se fala quando se fala da «grande promessa que o parlamento revelou» ou desse «ministro emocionalmente débil, tendencialmente autoritário e um acabado cabrão». Ou sim, ou sopas. Os blogues, Deus os guarde, começaram pelo «sim», mas alguns já arrastam a colher para as «sopas». É a arte de ser português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Alberto Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Homem a Dias&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 3 de Agosto de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105994968703277050?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105994968703277050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105994968703277050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105994968703277050' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105978548064716966</id><published>2003-08-02T01:51:00.000+01:00</published><updated>2003-08-02T01:54:24.563+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>32. &lt;em&gt;Segunda entrada de &lt;a href="http://:florobsessao.blogspot.com"&gt;Flor de Obsessão &lt;/a&gt;no Metablogue, que, em &lt;a href="http://florobsessao.blogspot.com/2003_07_01_florobsessao_archive.html#105942680371539220"&gt;Primeira Pessoa&lt;/a&gt;, se debruça sobre as potencialidades e virtudes do uso, na bogosfera,  de discursos de natureza confessional :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRA PESSOA: Hoje, pela primeira vez, pensei se será apropriado e justo usar os blogues para um discurso mais directo e confessional, precisamente o discurso que tenho seguido nos últimos tempos com maior insistência. Pus-me a pensar se a opção por esse tipo de discurso não pode ser prejudicial para a nossa própria identidade e para o dever que temos de a resguardar com algum pudor e reserva. Pus-me a pensar se os leitores que me conhecem não poderão ficar surpreendidos ou chocados com as coisas que escrevo ou com os temas que escolho. Quero, sobre este assunto, fazer algumas observações. Em primeiro lugar, porque é que eu escrevo mais sobre as minhas obsessões comportamentais e menos sobre os relatórios da CIA e a política externa da África do Sul? A razão é simples: parecem-me mais importantes aquelas obsessões do que estes últimos tópicos. Não sendo eu um jornalista profissional, não tenho que passar o dia a sorver notícias para poder escrever. Em matéria de provações, já me chega ter que estudar o conceito de acto administrativo na legislação oitocentista. Não me façam ouvir as conferências de imprensa do PCP, se fazem favor. Em segundo lugar, não creio que se possa tirar um retrato do que somos a partir do que escrevemos no blog e, em particular, do que eu escrevo neste blog. Não tenhamos ilusões: ninguém conhece uma pessoa a partir de um blog, tal como ninguém conhece um escritor a partir do que ele escreve. É verdade que se pode ter uma ideia ou um retrato aproximado. Quando eu escrevo admirativamente sobre o fracasso, estou a dizer que o fracasso me perturba e fascina; mas não estou a declarar ao mundo que, no fim de contas, sou um grande fracassado. Quando digo que a «cidade tresanda a sexo», estou a comunicar-vos, abstractamente, que, em certos momentos e em certas zonas, há uma disposição para o sexo que descreve toda uma civilização e pode assustar todo o espírito sensível. Não estou, porém, a dizer que ando a farejar sexo por todo o lado ou que possuo graves recalcamentos sexuais. É absurdo dizer que existem blogues de gente bem-comportada e de gente com um parafuso a menos; é precipitado afirmar que existem blogues de pessoas solteiras e blogues de pessoas casadas. Em terceiro lugar, aos 26 anos de idade, não tenho francamente que me preocupar se o que escrevo pode arruinar a minha reputação ou impedir-me de ser eleito nas presidenciais de 2030. Escrevo o que quero, com a liberdade que quero e só me refreio quando sinto que um ou outro apontamento pode ferir as pessoas que mais prezo. Quando isto acontece, sou o primeiro a retratar-me. Mas em privado. Quando escrevo num tom mais confessional, quando abordo assuntos mais perigosos ou improváveis, quero expressar coisas muito simples, coisas que conheço bem: a complexidade da vida urbana, a dificuldade das relações humanas, a linguagem própria, instável, quase inacessível da vida amorosa. Estes são os temas que põem a minha a cabeça a tremelicar. Deixo a deflação para os especialistas. Não estou aqui para me esconder mas quero dizer-vos que não estou também aqui para expor coisas e realidades que dizem respeito a terceiras pessoas. Não confundamos. Falo muito de mim neste blog, muito dos fantasmas que atravessam a minha cabeça, mas falo muito pouco sobre a minha vida privada porque a minha vida privada não é só minha. Repito: é um erro acharmos que conhecemos uma pessoa por aquilo que ela escreve e, sobretudo, é um erro avaliar ou julgar uma pessoa por aquilo que ela escreve. Por último, há a minha concepção da literatura. Eu acredito, ao contrário de alguns, que os blogues estão cada vez mais literários porque os blogues nascem de um impulso ferozmente individualista que só pode ser um impulso literário. Basta dar uma volta pela blogosfera. Desenganem-se: não existem neste mundo mil candidatos a comentadores políticos. A literatura ou a vontade de literatura, estão, simplesmente, em todo o lado. Gosto de riscos, gosto de escritores que dizem tudo (Beckett, Brodkey, Pavese), gosto de humaníssimas fragilidades, gosto das agruras da nossa condição, gosto da primeira pessoa. Dentro de certos limites, e das minhas limitações, procuro aqui fazer o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Pedro Lomba&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Flor de Obsessão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 29 de Julho de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105978548064716966?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105978548064716966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105978548064716966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105978548064716966' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105969434826675907</id><published>2003-08-01T00:32:00.000+01:00</published><updated>2003-08-01T00:32:28.306+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>31. &lt;em&gt;Crawford Kilian, escritor de origem norte-americana, desenvolveu no seu blogue, &lt;a href="http://crofsblogs.typepad.com/"&gt;Writing for the Web&lt;/a&gt;, uma tipologia de géneros de blogues, num post intitulado &lt;a href="http://crofsblogs.typepad.com/ckbetas/2003/07/metablogging.html#comments"&gt;Metablogging...&lt;/a&gt;. Kilian distingue, primacialmente, cinco tipos de blogues: «introvert blogs»; «extrovert blogs»; «job blogs»; «specialist blogs» e «advocacy blogs» (via &lt;a href="http://webjornal.blogspot.com/"&gt;Jornalismo e Comunicação&lt;/a&gt;).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metablogging...&lt;br /&gt;...that is, talking about blogging instead of actually doing it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've been visiting lots of blogs in the past few months, some of them repeatedly. It's fascinating to see the conventions emerging in the different genres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The major genre might be called the introvert blog--it's all about the author's personal life. One of the striking aspects of this genre is the author's denigration of himself: the blog is purported to be "chaos," "random," "neurotic," and generally reflective of a failed life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The content bears this out; posts are often highly self-critical, describing work not done, tests flunked, relationships failed. Even long gaps in the blogging record require mention and apology. Against this background, occasional highlights appear: a wonderful concert attended, a happy dinner with family, a new job. No need to single out any examples; they're all over the blogosphere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The audience for such blogs consists, I'd guess, of the author and a small number of friends, who will sometimes post encouraging responses. The Book of Job somehow springs to mind.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another kind of personal record is in the extrovert blog, in which the author pays more attention to the surroundings. A great example is Big White Guy in Hong Kong, a Canadian expat's funny and opinionated view of life in his adopted city.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another genre is the job blog, in which the focus is on events at work. Depending on your interest in the job, this can be boring or fascinating. One of my favourites in this genre is Oh Jen Jen's It's a Zoo Out There. She's a medical officer at Changi General Hospital in Singapore. This spring her blog was a mesmerizing narrative of the hospital's struggle to contain SARS--a struggle that cost the lives of several admired colleagues. Dr. Oh's blog is clearly aimed at her colleagues, but during the height of the SARS outbreak she was being read around the world. Now she's back to routine emergency-room problems and talking about her favourite TV programs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The specialist blog can be a variant of the job blog, but the specialty may be just one aspect of the job, or a hobby. The specialist is clearly speaking to colleagues, comfortable with a technical vocabulary that may baffle outsiders. Emphasis here is often more on the audience than on the author, with plenty of links to other specialist sites. This site and Writing Fiction are examples; I try to provide a convenient spot to get a lot of information on the subject. (Writing Fiction will, I hope, expand considerably over the next few weeks.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A good example of a specialist blogger is Clay Shirky, who writes some very interesting and thoughtful material about Internet communications issues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here's one interesting difference between most blogs and introvert blogs: the introvert blogs tend to run long, long paragraphs, while the others tend to present short posts or at least long posts broken up into very short paragraphs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I suspect that's because the non-introvert blogs are aimed more at the reader, and the author realizes (instinctively or not) that long paragraphs are hard to read on a computer screen. For the same reason, introvert blogs often have designs that make them hard to read--greyish text, for example, on a dark background. The readership is less important here than providing a blog that mirrors the author's feelings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advocacy blogs interest me a lot; I first got into blogging by visiting news and advocacy blogs in the run-up to the Iraq War. Advocacy blogs tend to be one-sided (here's my opinion and here are the blogs that agree with me), but a few do invite visitors to check out the evil blogs of the opposition. In any case, they offer a useful service by gathering news stories (and blog posts) from a host of sources and putting them all in one spot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A good place to get a wide range of advocacy blogs is The Agonist, a Texas-based newsgathering site that offers frequent updates plus a long list of blogs ranging right across the (American) political spectrum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I guess it's clear that my own tastes don't run to introvert blogs, but this is not to dismiss them as somehow inferior to other genres. If anything, it reflects poorly on me that I feel so little sympathy with the publicly unhappy folks who write them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Whatever the genre, much of the writing in the blog world is pretty bad. But I hope and believe that it will improve as bloggers become more comfortable with the medium and with the conventions of their preferred genres. Bloggers will try to emulate the writers they admire, and to distance themselves from the bad writers. In science fiction, Sturgeon's Law decrees that "Ninety percent of science fiction (and everything else) is junk." We can strive to reduce blogjunk to a somewhat smaller percentage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Crawford Kilian&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Writing for the Web&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 30 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105969434826675907?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105969434826675907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105969434826675907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105969434826675907' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105965004675139227</id><published>2003-07-31T12:14:00.000+01:00</published><updated>2003-07-31T12:14:06.806+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>30. &lt;em&gt;Eduardo Prado Coelho, num artigo do jornal &lt;a href="http://www.publico.pt/"&gt;O Público&lt;/a&gt; reflecte sobre o mundo dos blogues, num artigo intitulado &lt;a href="http://jornal.publico.pt/publico/2003/07/31/EspacoPublico/OFIO.html"&gt;Blogue Blogue&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas realidades têm emblematizado este Verão. Não me refiro aos habituais incêndios, que permitem sempre a qualquer oposição dizer que faria melhor do que qualquer Governo, nem ao segredo de justiça, nem ao caso da Universidade Moderna, nem à demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, que, ao que parece, "perdeu a confiança" no ministro, nem à questão da duração da prisão preventiva ou da extensão das escutas telefónicas. Também não estou a pensar na incapacidade em se encontrar armas de destruição maciça no Iraque, no sofrimento aparentemente sem saída do exército americano ou nas dificuldades de Blair envolvido numa história sinistra. Falo, sim, de duas realidades mais modestas e contudo extremamente importantes: os blogues e o chá verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer delas aparece como um bom "tema" para reportagem nos jornais e revistas. Fiquemos hoje pelo blogue. Ele corresponde à criação de espaços na Internet onde uma pessoa ou um grupo de pessoas se sente autorizado a escrever sobre todos os assuntos que lhe interessarem. O formato dos textos é extremamente variável, podendo ir da simples frase assassina à longa deambulação evocativa, da citação oportuna à polémica mais militante. Alguns dos autores gostam de ser identificados, outros escolhem os enredos imaginários dos pseudónimos ou heterónimos, suscitando mesmo inquéritos quase policiais. É neste âmbito que de vez em quando um jornal ou um amigo suspeita de que eu seja autor de um blogue. Devem pensar que vivo numa dimensão temporal inacessível aos humanos... Diga-se de passagem que nem mesmo leio com regularidade os blogues dos outros. Não tenho tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a questão está no autor do blogue "sentir-se autorizado a". Outrora era complexa a malha das legitimações que nos permitiam ter acesso ao concorrido espaço mediático. Tínhamos de começar por tarefas modestas, agora uma recensão a um livrinho sem importância, agora um acontecimento musical, agora a reportagem de uma viagem às Maldivas. Pouco a pouco ia- se pondo à prova a capacidade de escrita, mas sobretudo mostrava-se que a nossa escrita podia ter leitores. Passávamos a uma colaboração regular e daí a uma presença assídua e responsável. O autor ia aos poucos estabelecendo um pacto de confiança com os leitores. Tinha reacções por carta ou mesmo na rua, recebia correspondência, influenciava as vendas dos livros ou discos, contribuía para encher as salas de cinema. O momento mais compensador tem a ver com o facto de nos atribuírem um glorioso papel justiceiro: o senhor, que escreve nos jornais, tem de escrever sobre esta escandaleira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os blogues passam por cima de tudo isto e entra-se de imediato nas matérias. Não é preciso articular muito bem os textos. Pode ser uma observação verrinosa, um comentário sardónico. Pode usar toda a agressividade que quiser, porque isso faz parte das regras do jogo. É possível que se esteja a formar uma nova forma de intervenção ou novos processos de produção e exposição do pensamento. É possível que seja um mero fenómeno de moda e que mais tarde possamos dizer: houve um verão em que só se falava em blogues, lembram-se? Mas é um facto que surgiu um novo dispositivo, uma nova maneira de participar na cena pública, um novo tom, uma outra energia. Para quem acredita que o lugar onde se escreve condiciona o que se pensa e escreve isto pode ser um verdadeiro acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Eduardo Prado Coelho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Imprensa - O Público&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 31 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105965004675139227?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105965004675139227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105965004675139227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105965004675139227' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105961090050579837</id><published>2003-07-31T01:21:00.000+01:00</published><updated>2003-07-31T01:23:21.980+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>29. &lt;em&gt;&lt;a href="http://socioblogue.blogspot.com"&gt;Socio[B]logue &lt;/a&gt;(que sendo um dos editores deste blogue não tem alguma responsabilidade neste post, cuja inclusão se prende apenas com a sua pertinência) analisa a prática metabloguista, através do conjunto de discursos recolhidos e já inseridos neste blogue, no texto &lt;a href="http://socioblogue.blogspot.com/2003_07_27_socioblogue_archive.html#105949257630852340"&gt;Os Blogues e a Inconstância Atitudinal &lt;/a&gt;(act.) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já aqui fiz referência, foi recentemente criado um blogue, o Metablogue, destinado a ir registando e arquivando os textos e os debates sobre a blogosfera e o mundo dos blogues. (.../...) Uma das principais virtualidades da existência do Metablogue consiste na possibilidade de se analisar o metabloguismo, isto é, a possibilidade de se formar um discurso meta-meta-bloguista. Essa interessante potencialidade possui tantos atractivos apelativos, como levanta problemas desafiantes. Se, por um lado, permite analisar algumas das características dos esforços de pensar o mundo dos blogues, por outro lado, levanta o problema da circularidade do objecto, isto é, levanta a questão da auto-referencialidade de todos os discursos (o perigo do meta-meta-meta-bloguismo, dos discursos sobre os discursos sobre os discursos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de consciente dessas questões e dos pertinentes problemas a elas associados, não pude deixar de fazer algumas reflexões meta-meta-bloguistas à medida a que ía recolhendo alguns trechos textuais para eventualmente integrar no Metablogue. Era, talvez, inevitável. Nesse processo, pude constatar, inadvertidamente, a recorrência de asserções avaliativas sobre a blogosfera, implícitas ou explícitas, no quadro desses discursos. Não resisti à pulsão analítica. Peguei então em alguns desses trechos textuais, provenientes de algumas das pessoas que mais produziram discursos metabloguistas (Avatares de Um Desejo; Aviz; Abrupto; Guerra e Pas; Socio[B]logue) e apliquei, ainda que de forma pouco controlada metodologicamente, um procedimento analítico de medida de atitudes: a EAA - Evaluative Assertion Analysis (Análise de Asserção Avaliativa). A EAA é um tipo particular de análise de conteúdo avaliativa, desenvolvida, originalmente, pelo psicólogo social C. E. Osgood, cujo propósito consiste na medição de atitudes (cf. Bardin, 1977; Krippendorf, 1980; Ghiglione e Blanchet, 1991). "Uma atitude", como sublinha Laurence Bardin, "é uma pré-disposição, relativamente estável e organizada, para reagir sob forma de opiniões (nível verbal), ou de actos (nível comportamenteal) em presença de objectos (pessoas, ideias, acontecimentos, coisas, etc.) de maneira determinada." (Bardin, 1977: 155). Neste caso tomei como objecto de atitude (elemento sobre o qual se debruça a avaliação) a blogosfera e anotei os termos avaliativos de significação comum sobre ela produzidos numa escala de Lickert (5 valores, dois positivos, dois negativos, um valor central neutro). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja necessário repetir a análise em condições mais controladas metodologicamente e com um corpus analítico mais consistente e abrangente, alguns resultados desta análise são interessantes (ainda que - frise-se - pouco conclusivos). O principal dado que me chama a atenção é o facto de existir, nestes blogues, uma grande inconstância e descontinuidade no que respeita às atitudes manifestas face à blogosfera. Isto é, existe uma grande oscilação entre valorações positivas e negativas da blogosfera no quadro dos discursos metabloguistas destes blogues: o Socio[B]logue e o Avatares de um Desejo, apesar de apresentarem alguma variabilidade, são os que menos oscilam; por outro lado o Aviz, o Abrupto e o Guerra e Pas são os que mais oscilam (embora com algumas diferenças: em termos médios as valorações do Abrupto são mais positivas e as do Guerra e Pas mais negativas). Se seria expectável a existência de alguma oscilação - afinal, a blogosfera vai mudando e, com ela, a percepção que dela se faz -, o que é mais interessante é que, em alguns casos, verifica-se uma oscilação assinalável com intervalos relativamente diminutos (dois dias). Essa informação, apesar de precária, leva-me a colocar algumas questões: Porquê a necessidade que sentimos de avaliar a blogosfera? A que se devem estas oscilações atitudinais? Como é que os sujeitos percepcionam essa inconstância atitudinal? São questões, parece-me, que importa explorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bardin, Laurence (1977 [2000]), Análise de Conteúdo, Lisboa: Edições 70.&lt;br /&gt;Krippendorf, Klaus (1980), Content Analysis. An Introduction to its Methodology, London: Sage.&lt;br /&gt;Ghiglione, Rodolphe &amp; Alain Blanchet (1991), Analyse de contenu et contenus d'analyses, Paris: Dunod.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota Adicional: Estes dados não são fiáveis devido a potenciais enviesamentos do corpus analítico (além do mais, normalmente são utilizados três codificadores para diminuir o problema da subjectividade da codificação das asserções avaliativas). Pretendo, por isso, repetir a experiência analítica, em breve com um pouco mais de fiabilidade. Porém, não se deve ver nestes dados mais do que aquilo que eles são: uma experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: João L. Nogueira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Socio[B]logue&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 29 de Julho de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105961090050579837?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105961090050579837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105961090050579837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105961090050579837' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105960322892257068</id><published>2003-07-30T23:13:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T23:13:48.943+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>28. &lt;em&gt;Carla Hilário de Almeida (&lt;a href="http://www.bomba-inteligente.blogspot.com/"&gt;Bomba Inteligente&lt;/a&gt;), reflecte sobre a blogosfera a partir do conceito de «parrhesia» de Michel Foucault [&lt;a href="http://www.bomba-inteligente.blogspot.com/2003_07_01_bomba-inteligente_archive.html#105956494122345080"&gt;texto&lt;/a&gt;]. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michel Foucault, em Fearless Speech, uma compilação de seis conferências em inglês dadas pelo filósofo na Universidade de Berkeley, analisa a importância da parrésia na Grécia Antiga. Parrésia, como Foucault bem explica, significa dizer tudo (pan = tudo + rima = verbo, ou melhor, aquilo que é dito). Foucault esclarece que, em inglês, parrhesia foi traduzido para free speech e que "(...) the parrhesiastes is someone who says everything he has in mind: he does not hide anything, but opens his heart and mind completely to other people through his discourse." Ou seja, o parresiatas é alguém que diz a verdade. A questão é depois aprofundada por Foucault, que liga a questão do exercício da verdade com a autoridade e o poder (coisas muito diferentes na altura e agora também). Segundo Foucault, a parrésia só era pertença dos corajosos, porque habitualmente eram homens (aparecem mulheres parresiastas em Eurípides) de condição social inferior (ou os anónimos da altura) que num momento certo diziam o que acreditavam ser verdade. E acreditar no que é a verdade significa saber o que é a verdade, coisa que para os gregos era a mesma coisa: "For the Greeks (...), the coincidence between belief and truth does not take place in a (mental) experience, but in a verbal activity, namely, parrhesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que tem o exercício da verdade a ver com a blogosfera? Tudo. Embora dizer a verdade na blogosfera não implique correr risco de vida (ainda). Este pormenor afasta-me da noção de parrésia defendida por Foucault, porque para haver parrésia de facto tem de haver um poder instituído, e na blogosfera isso não existe. A conjugação da verdade com a sinceridade é o que mais me interessa na blogosfera. E, já agora, na vida. Mas que não é para todos, lá isso não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Carla Hilário de Almeida&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Bomba Inteligente&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 30 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105960322892257068?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105960322892257068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105960322892257068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105960322892257068' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105952435145631728</id><published>2003-07-30T01:19:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T01:25:44.563+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>27. &lt;em&gt;&lt;a href="http://outro-eu.blogger.com.br"&gt;Outro, Eu, &lt;/a&gt;, no resclado de uma polémica com &lt;a href="http://dicionariodiabo.blogspot.com"&gt;Dicionário do Diabo&lt;/a&gt;, traz-nos uma reflexão em que a blogosfera, junto dos já catalogados meios frios e meios quentes, surge como meio a ferver. Ou sem instância de arrefecimento. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perigos &lt;br /&gt;O J., um dos meus "grilos falantes", amigo praticamente tão antigo como a minha noção de amizade, diz-me que exagerei na dose, na primeira reacção à referência de Pedro Mexia à TSF. Quando escrevi que o comentário dele seria "risível" terei ido longe demais. Aceito a crítica, claro. O J., no entanto, vai mais longe (não confundir com "longe demais") e elabora sobre a questão. "&lt;em&gt;Como a blogoesfera é um mundo sem mediação (ou seja, pensa-se e escreve-se, pronto, já está), digamos que não tem mecanismos de arrefecimento que costumam evitar atritos. O Pereira Coutinho foi aos arames (cá está: 'arames'... mais uma plavra perigosa quando escrita em vez de dita), por causa duma palavra ('extrema-direita'). Até a Bomba se passou com palavras inocentes ('espadeirada'): ou seja, é preciso algum cuidado (o registo certo, para mim, seria o do crítico de cinema João Lopes, que se mantém civilizado mesmo durante as polémicas). Se em vez de 'risivel' escrevesses a expressão 'não é verdade' já evitarias a peixeirada (cá está outra expressão perigosa, que assim, lida, parece dolosa). Quer dizer que a blogosfera põe as 'palavras escritas' num patamar até agora desconhecido: são acessíveis ao público, mas como se fossem ditas em privado... uma espécie de big brother das ideias, com tudo o que de picante e arriscado tem a coisa&lt;/em&gt;". Porque são grandes os perigos de escrever sem os tais 'mecanismos de arrefecimento' é que, pareceu-me depreender da opinião do J., é mais fácil, na blogosfera, perder a razão do que conquistá-la. "&lt;em&gt;Comunicar bem significa contar com esse efeito de distorção à chegada (no receptor da mensagem) e no que ele implica ao elaborar a mensagem à partida (no emissor). Diria mesmo: se não contares com ele, falharás no teu intuito comunicacional (na mensagem que queres fazer passar&lt;/em&gt;)". Touché!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Carlos Vaz Marques&lt;br /&gt;Local: Blogue- Outro, Eu&lt;br /&gt;Data: 29.07.03&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105952435145631728?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105952435145631728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105952435145631728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105952435145631728' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105948971023051924</id><published>2003-07-29T15:41:00.000+01:00</published><updated>2003-07-29T15:53:02.293+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>26. &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.espigas2k3.blogger.com.br"&gt;Espigas ao Vento&lt;/a&gt;,  no seu post &lt;a href="http://www.espigas2k3.blogger.com.br/2003_07_01_archive.html#4338330"&gt;Livro Aberto &lt;/a&gt;,  levanta o problema da nossa ideia de Blogosfera poder estar, de certa forma,  condicionada à dimensão da "Blogosfera" do Blogspot. E também deixa no ar uma interrogação: será que o aumento exponencial de blogs em países como o Irão, &lt;em&gt;"são uma fuga à repressão?"&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"LIVRO ABERTO (NTV) A tertúlia sobre weblogs no programa de Francisco José Viegas não trouxe nada de novo a nós, bloggers. Mas tal como outros eventos do género, na rádio ou nos jornais e revistas, deu mais um passo para a divulgação da blogosfera portuguesa para além desta "cápsula" de leitores-escritores. Falou-se das motivações de quem escreve, dos hábitos que vieram de algum modo "desestabilizar" a vida de cada uma destas pessoas, que dedica uma parte do seu tempo a escrever para uma página na internet. &lt;br /&gt;Alguns dos convidados foram os mesmos de outras ocasiões, mas houve uma notória evolução. Foi extremamente interessante ver no pequeno ecrã a Cristina Fernandes , o Statler (que me pareceu pouco à vontade frente às câmaras), e o Bernardo Rodrigues, todos alvos diários do espigas nas suas navegações bloguísticas. &lt;br /&gt;O Pedro Mexia voltou, na minha opinião, a cometer um erro. Enfatizou excessivamente o mundo bloguístico norte-americano, esquecendo os milhares no Brasil e, por exemplo, no Irão (!!), um dos países com maior proliferação de weblogs (uma fuga à repressão?) . &lt;br /&gt;Outro ponto que continua demasiado limitado neste tipo de debates prende-se com os sítios alojados no Blogspot (o Blogger americano). Em rodapé passaram diversos exemplos da actual blogosfera portuguesa (ou muito me engano, ou era mesmo a lista que o Francisco José Viegas mantém no Aviz) e só me recordo de ver o espigas como exemplar alojado noutro sítio, mas que por acaso até usa a mesma ferramaneta, só que em versão brasileira. &lt;br /&gt;Na minha opinião falta um mergulho mais profundo , mais atento ao que se faz por aí, e que nada tem a ver com o Blogspot. Mas admito que para muitos torna-se já difícil acompanhar o passo desta explosão que sucedeu desde há uns meses para cá. &lt;br /&gt;Em suma, faça-se mais programas destes, escrevam-se mais colunas nos jornais, disserte-se mais sobre o tema nas rádios. Nós agradecemos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Nuno Centeio&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Espigas ao Vento&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 22 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105948971023051924?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105948971023051924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105948971023051924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105948971023051924' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105948856817915588</id><published>2003-07-29T15:22:00.000+01:00</published><updated>2003-07-29T15:23:14.253+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>26. &lt;em&gt;Bruno Sena Martins (&lt;a href="http://www.avatares-de-desejo.blogspot.com/"&gt;Avatares de Um Desejo&lt;/a&gt;) produziu um comentário, na sequência de textos de José Pacheco Pereira (Abrupto), Francisco José Viegas (Aviz) e Pedro Boucherie Mendes (Guerra e Pas), sobre a presença/ despresença dos afectos na blogosfera [&lt;a href="http://avatares-de-desejo.blogspot.com/2003_07_01_avatares-de-desejo_archive.html#105942755103016727"&gt;texto&lt;/a&gt;].&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrupto dá o tom das ausências, Guerra e Pas denuncia-o, Aviz fala-o. Acho que esta era uma inevitabilidade, um prenúncio há muito augurado entre murmúrios e silêncios de ordem vária. Diz Guerra e Pas: "Não tenho a certeza, mas julgo que nunca vi amor na blogolândia." Em boa verdade eu nunca vi outra coisa! Deambulei por milhares de linhas e bytes que se têm escrito, e tenho testificado nos conluios de palavras que a nenhum tipo de debate, confissão ou relato tem havido escusa. A blogolândia abraçou o meu pipi, desacralizando-o como limite, discutiu a política, o sexo, o celibato, os livros, Deus, os mails ansiados, as viagens, as coisas que não voltam, as pinturas, a sedução, as músicas, a guerra, a paz, a solidão, a fnac, a lux, as conversas de café, as estranhas épocas do ano…, ... Sejamos sinceros, o amor não foi apenas um eco murmurado na lasciva promiscuidade de posts. O amor foi um contorno laboriosamente desenhado, um aprimorado desígnio de declarações, o lugar sagrado posto entre sionismo, islamismo e ateísmo, enfim, um artefacto discursivo toldado e cingido pela complexa orgânica de um silêncio. De facto, a nossa cartografia não alcançou tal rigor para que o mapa do império tenha o tamanho do império (Borges), mas a poética da sede imaginária está já firmada numa espécie de linguagem do exterior. O amor é, por isso, a única coisa de que sempre falámos. Abrace-mo-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Bruno Sena Martins&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Avatares de Um Desejo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 28 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105948856817915588?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105948856817915588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105948856817915588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105948856817915588' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105936134174390880</id><published>2003-07-28T04:02:00.000+01:00</published><updated>2003-07-29T15:17:19.230+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>25. &lt;em&gt;Manuel Alberto Valente (&lt;a href="http://www.oceanos.blogspot.com/"&gt;Oceanos&lt;/a&gt;) produziu um comentário ao &lt;a href="http://jn.sapo.pt/textos/out5091.asp"&gt;artigo&lt;/a&gt; de Francisco José Viegas no Jornal de Notícias, desenvolvendo algumas questões [&lt;a href="http://www.oceanos.blogspot.com/2003_07_01_oceanos_archive.html#105906809768663840"&gt;texto&lt;/a&gt;].&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Q]uando falamos de blogs estamos a falar de portugueses "com educação média e gostos literários acima da vulgaridade". Ou seja, estamos a falar apenas de uma parte (de uma pequena parte) de Portugal. O Portugal profundo, que não lê, que não vai ao cinema, que não vê exposições, que não sabe o que é a Internet - mas que vota! - esse fica de fora deste mundo de éter e silêncio onde residimos nós, aristocratas do pensamento, orgulhosos de poder dar opiniões sobre tudo - da política ao futebol - e convencidos de que a nossa opinião vai transformar o mundo e a vida. Eu sei, claro, que o mesmo se passa com outros meios de expressão. Quem lê o Saramago? Cem mil? Quem lê o "Público"? Oitenta mil? Ou até, quem lê "A Bola"? É que somos dez milhões... Julgo que não podemos perder de vista esta situação, ainda que admita, como dizes, que os blogs desafiem a imprensa escrita. Mas também aí desafiam, apenas. Porque se é interessante ler o que pensam os bloguistas portugueses (e convenhamos que no embrulho vai muito disparate e muita conversa de treta), eles não substituem a informação de um bom jornal. Conclusão: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Os blogs estão na moda, os jornais e a televisão falam deles, mas convém que cada um de nós tenha a humildade suficiente para perceber que, tal como se mudam os tempos e as vontades, também mudam (ou desaparecem) as formas de dialogarmos com os outros - e com nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Manuel Alberto Valente&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Oceanos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 24 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105936134174390880?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105936134174390880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105936134174390880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105936134174390880' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-10593606653770214</id><published>2003-07-28T03:51:00.000+01:00</published><updated>2003-07-29T15:17:43.796+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>24. &lt;em&gt;José Bragança de Miranda (&lt;a href="http://reflexosdeazulelectrico.blogspot.com/"&gt;Reflexos de Azul Eléctrico&lt;/a&gt;) produziu uma pequena &lt;a href="http://reflexosdeazulelectrico.blogspot.com/2003_07_01_reflexosdeazulelectrico_archive.html#105935812085928746"&gt;nota&lt;/a&gt; sobre o que apelida de "um certo bloguismo".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte do livro de estilo de um certo bloguismo a crítica dos medíocres, sempre invejosos do "natural" sucesso daqueles que têm "qualidades". E que se mede pelas citações em rodapé ou pelo sitemeter. Eis uma guerra de manjerico e manjerona que desconhece o básico: a mediocridade denuncia-se a si própria, sem precisar de ajuda, e é prova de mediocridade perder o tempo à sua procura e, mais ainda, a denunciá-la.&lt;br /&gt;Seja como for, diga-se que:&lt;br /&gt;1) todas as espécies têm direito à vida (regra anti-darwiniana básica);&lt;br /&gt;2) aqueles que "têm qualidades", perdão, "qualidade" (forma modesta de se sentir "génio") precisam deles para viverem contentes de si, sendo um contra-senso acabar com eles (regra da piedade bem aplicada);&lt;br /&gt;3) além dos entes "cheios de qualidades" e dos "medíocres" existe mais uma infinidade de tipos (regra que se mete pelos olhos).&lt;br /&gt;Conclusão: os auto-denominados donos do blogo andam jumpies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: José Bragança de Miranda&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Reflexos de Azul Eléctrico&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 28 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-10593606653770214?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/10593606653770214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/10593606653770214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#10593606653770214' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105935277735779129</id><published>2003-07-28T01:39:00.000+01:00</published><updated>2003-07-28T01:42:20.083+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>23. &lt;em&gt;Nuno Ramos de Almeida (&lt;a href="http://muro.weblog.com.pt/"&gt;Muro Sem Vergonha&lt;/a&gt;) - jornalista, ex-militante do PCP, membro proeminente da ATTAC e do FSP - produziu uma breve observação sobre a lógica da reciprocidade no mundo dos blogues num post intitulado &lt;a href="http://muro.weblog.com.pt/arquivo/004151.html#more"&gt;O Passeio dos Blogs&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta "coisa" dos Blogs parece substituir o passeio social ao Chiado dos tempos de antanho. Encontram-se uns cavalheiros, distribuem-se umas palmadas nas costas, comentam-se as últimas e, se aparecer o Dâmaso Cândido de Salcede, dá-se umas bengaladas. A grande vantagem do presente é que dá para comer pipocas e não temos que ver o fácies dos outros tipos. Podemos até julgar que eles são gente normal e inteligente. Para sermos "alguém" neste reino social, a regra é simples: citar, citar, citar sempre. Quanto mais falarmos dos outros, mais eles notam que a gente existe. Como em tudo na vida existem hierarquias. Convém à entrada elogiar profusamente o Pacheco Pereira e o Pedro Mexia à espera que eles murmurem qualquer coisa a nosso respeito. Basta um soluço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Nuno Ramos de Almeida&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Muro Sem Vergonha&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 24 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105935277735779129?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105935277735779129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105935277735779129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105935277735779129' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105922906780714494</id><published>2003-07-26T15:17:00.000+01:00</published><updated>2003-07-28T01:39:54.623+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>22. &lt;em&gt;Manuel Falcão (&lt;a href="http://aesquinadorio.blogspot.com/"&gt;A Esquina do Rio&lt;/a&gt;),  relatou um seu encontro com Nuno Artur Silva e, a partir daí, produz uma pequena reflexão em torno daquilo que chama de mecanismo das citações recíprocas no mundo dos blogues [&lt;a href="http://aesquinadorio.blogspot.com/2003_07_01_aesquinadorio_archive.html#105913521311161316"&gt;texto&lt;/a&gt;]&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[D]e facto os blogs explodiram e graças ao tradicional mecanismo de «I'll scratch your back, you'll scratch mine» que é tão típico em Portugal. Ganhar notoriedade com um blog não é muito difícil: bastam meia dúzia de citações nos blogs certos e, depois, as coisas sucedem em cascata - e o mecanismo das citações recíprocas ajuda a que tudo funcione em efeito de bola de neve. No meio de tudo fica uma questão: o mecanismo das citações recíprocas anula no entanto o efeito confessional essencial dos blogs - melhor, desvia-o do universo em geral para o universo exclusivo da blogosfera. Até que ponto isto tudo se vai tornar redutor é a dúvida que eu tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Manuel Falcão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - A Esquina do Rio&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 23 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105922906780714494?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105922906780714494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105922906780714494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105922906780714494' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105910497132084238</id><published>2003-07-25T04:49:00.000+01:00</published><updated>2003-07-26T15:21:43.580+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>21. &lt;em&gt;Texto de José Pacheco Pereira (O Público, Quinta-feira, 17 de Julho de 2003) intitulado o &lt;a href="http://jornal.publico.pt/2003/07/17/EspacoPublico/O01.html"&gt;«Depósito Obrigatório da Internet Portuguesa»&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte muito significativa do retrato do Portugal contemporâneo perde- se todos os dias sem apelo nem agravo: a Internet portuguesa. Se bem que eu seja suspeito de querer fazer e guardar o mapa com o tamanho do país que representa, ou seja tudo, nem por isso deixo de me preocupar com essa evaporação invisível dos "bits", assim como de outras formas de "efemera", onde uma parte muito especial do nosso país devia ficar para a memória colectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardamos e bem os jornais de paróquia, perdemos e mal as páginas pessoais, os fanzines obscuros, as revistas electrónicas, os blogues apagados, os "sites" de futebol, os locais de raiva e paixão, "hobbies" curiosos, páginas que duram a brevidade de uma campanha eleitoral, elogios e insultos (mais os insultos) nos "newsgroups", "chats" estudantis com linguagens únicas, grafismos de "pastiche", mas reveladores de um gosto ou de escolhas de imitação, músicas experimentais, primícias literárias, obsessões, cultos, etc., etc. Deixo de parte outro aspecto, mais de arquivo do que de "biblioteca", do registo permanente de muita da actividade institucional, governo em particular, e que já se faz usando correio electrónico, que se apaga para sempre, sem o registo mais durável do papel. Nos EUA esta é uma questão controversa, mas para a qual já se avançou com legislação cobrindo o correio electrónico e as mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Portugal que fala na Internet é apenas uma parte do Portugal contemporâneo, uma parte muito reduzida, com acesso ao computador, socialmente muito definida, em grande parte urbana e juvenil. Mas a sua voz mostra-se na Internet como em nenhum outro lado, numa altura em que cada vez há menos cada uma destas coisas em papel. E, se não se pode conhecer a vida de uma aldeia ou vila pequena sem o jornal local, mesmo que se fique pelas notícias de formaturas (em desuso a não ser nos jornais de emigrantes), casamentos ou necrologias, também será difícil perceber os nossos dias sem a Internet portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me refiro sequer às revistas mais estruturadas como a Zona Non ( http:/ /zonanon.com/ ), o Ciberkiosk ( http://www.ciberkiosk.pt/ ) (já falecido), a Storm ( http://www.storm-magazine.com/ ),ou ao excelente "site" sobre o pensamento político no Portugal contemporâneo que José Adelino Maltez tinha e que também parece já ter morrido. Refiro-me ao mais precário, às páginas que um descendente moderno dos autores de monografias locais mantém sobre a sua aldeia, ou ao álbum do fotografias de uma família, ou a uma página de um pequeno clube de futebol ou xadrez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se o caso da blogosfera. A blogosfera devia ter um "depósito obrigatório" imediato. Os blogues, enquanto formas individualizadas de expressão, originais e únicas, são uma voz imprescindível para se compreender o país em 2003. Eles expressam um mundo etário, social, comunicacional, cultural, político que, sendo uma continuação do mundo exterior, tem elementos "sui generis". Nenhum retrato da direita portuguesa em 2003 pode prescindir dos blogues da UBL ( http://blogues- livres.mirrorz.com/ ), nem um da esquerda do Blog de Esquerda ( http:// blog-de-esquerda.blogspot.com/ ); nenhum retrato dos consumos culturais lisboetas de vários blogues "culturais" como O Crítico ( http:// criticomusical.blogspot.com/ ), ou a Janela Indiscreta ( http://blog-de- esquerda.blogspot.com/ ); nenhum retrato do jornalismo sem os blogues de jornalistas; nem nenhuma história da obscenidade nacional (uma velha tradição portuguesa de Bocage a Vilhena) pode prescindir de O Meu Pipi ( http://omeupipi.blogspot.com/ ). Mil e um pequenos eventos, concertos de música, sessões literárias, jantares de jovens intelectuais, crónicas sociais de outro tipo de "sociedade", que nunca chegam aos jornais, encontram aí relatos testemunhais complementares dos do jornalismo tradicional. É um bocado como a correspondência no século XVIII e XIX, uma rara fonte para um reverso da história institucional oficial ou dos seus avatares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma tarefa patrimonial importante e é sabido que penso ser o património a essência das tarefas que cabem ao Ministério da Cultura. A lei que obriga ao depósito obrigatório está completamente desactualizada, e uma nova lei está a ser discutida há tempo demais, sem andar para a frente. Algumas tentativas sem continuidade foram feitas na Biblioteca Nacional, incluindo um estudo em colaboração com o ISCTE sobre o "arquivamento" da Internet, já em 2001. Depois disso o que é que se fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é responsável, quem manda e não está a cumprir com as suas obrigações? Alguém há-de ser. Entretanto, continua a canalizar-se milhares de livros para instituições que não tem hoje qualquer sentido funcionarem com "depósito obrigatório". O anacronismo da lei aumenta as pilhas de livros e periódicos inúteis porque impossíveis de classificar, catalogar ou disponibilizar, desbaratando esforços que seriam mais úteis noutras actividades. Conheço pelo menos um caso em que vão para o lixo discretamente. Também tenho a certeza de que se lhes quiserem tirar o "depósito obrigatório" vão gritar por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anacronismo mais prejudicial da lei é a sua dominação pelo papel, por guardar tudo o que é de papel e feito numa tipografia - exceptuando cartões de visita, facturas e impressos ...- e ignorar ou deixar num limbo perigoso todos os outros suportes de informação, ou mesmo espécies em papel que surgiram nas últimas décadas com a facilitação dos meios de impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei ainda pensa nas tipografias de chumbo, e não nas impressoras a laser. Eu conheço nalgumas livrarias "alternativas" (e tenho na minha colecção) centenas de espécies que não estão na Biblioteca Nacional. Que tal é a vossa colecção de "O Berro - Arauto da Tertúlia Académica de Direito", do "Laranjinha", boletim do PSD de Torres Novas, do "Mais por Sintra - Jornal de Campanha da Candidatura de Edite Estrela" ou da "Voz do Povo - Boletim Informativo dos Grupos de Estudo Che Guevara" ? Pode ser que tenha acertado em algum que exista nos catálogos, mas não me parece. Quem guarda os CD-ROM, quem guarda os discos alternativos, quem guarda os fanzines, quem guarda os panfletos políticos e a parafernália dos objectos de campanha, quem guarda os arquivos digitais, quem guarda a Internet portuguesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, diz o romeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: José Pacheco Pereira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Imprensa - O Público&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 17 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105910497132084238?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105910497132084238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105910497132084238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105910497132084238' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105908082400180438</id><published>2003-07-24T22:07:00.000+01:00</published><updated>2003-07-26T15:26:33.186+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>20. &lt;em&gt;Ao vigésimo "post", Metablogue saltou para lá da Blogosfera e foi ter com o texto que Francisco José Viegas fez publicar hoje no Jornal de Notícias. Nem é preciso explicar porquê. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A blogosfera &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De repente, a descoberta da blogosfera veio para as páginas dos jornais. José Pacheco Pereira publicou alguns artigos sobre a matéria e o essencial disse-o ele: é impossível saber o que pensa o Portugal dos anos 90 sem referir a blogosfera, o mundos dos blogs, a travessia imediata da internet por cidadãos anónimos ou com nome que, diariamente, dão opinião, escrevem sobre todos os assuntos (de política a medicina, de sociologia a arquitectura, de literatura – sobretudo – ao dia-a-dia de gente que não conhecemos). Essas pessoas já não têm lugar fixo: existem no éter, esse estádio luminoso que se liga ao mundo por um cabo, por um modem, e que é lido onde quer que seja. Ninguém é, exclusivamente, de Lisboa. Mas pode-se viver em Seia ou em Ponta Delgada e isso não ter qualquer importância: escreve-se no éter. E qualquer um pode fazê-lo sem mediação das instituições tradicionais do jornalismo ou da edição. O que tem riscos consideráveis e exerce um fascínio incontrolável sobre os que querem dizer qualquer coisa e podem fazê-lo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para leigos, a blogosfera, o mundo dos blogs, também deixa de ser um produto alquímico ou tecnológico – está ao alcance de todos, dos olhos de todos, de todas as audiências. Está à distância de um rumor e de um gesto simples: um endereço na net, de um link a outro passa-se depressa. Uma das questões mais discutidas a propósito dos blogs tem a ver com a sua relação com o jornalismo. É, de qualquer modo, uma falsa questão. Os blogs não põem em risco o jornalismo, evidentemente, nem os jornais: mas desafiam-os, obrigam-os a moderar a sua marca ideológica e as suas tentativas de manipulação, lançam reptos à preguiça das redacções e à sua modorra, provam que não é preciso ser-se profissional do jornalismo para escrever sobre a passagem do tempo ou sobre a actualidade – mas que o profissional do jornalismo deverá ser mais exigente, mais rigoroso, mais culto e mais informado do que tem sido até agora. Sobre política internacional, que é o domínio onde as redacções são mais preguiçosas, incultas e sensíveis à demagogia e à propaganda, quase todos os blogs são mais interessados e fornecem mais informação. Onde a Imprensa é declaradamente parcial, os blogs protestam e fornecem outras explicações, dão um passo em frente, arriscam e não temem nenhuma censura, nem a "correcção política" dos sacerdotes tradicionais. À Esquerda e à Direita (mas sobretudo à Direita – cuja percentagem já foi mais elevada do que hoje), os blogs libertaram-se da Imprensa dos mandarinatos (e do poder da "geração de 60") e revelam muitas vezes as suas falhas. De facto, é impossível saber o que pensa o Portugal dos anos 90 sem recorrer à internet, sem recorrer aos blogs – mais do que às teses de doutoramento dos sociólogos. É um mundo desordenado, cheio de vícios, de revelações sobre o banal e o extraordinário que habitam em cada português com educação média e gostos literários acima da vulgaridade. Por isso, os mandarins temem essa opinião – desvalorizam-na por ser tão frágil e apenas viver no éter, lá onde as revoluções olham de cima o traçado dos geógrafos. Não se trata apenas da relação cada vez mais próxima entre autor e produto do seu trabalho, como predisse Walter Benjamin. Trata-se de uma batalha pela voz. A Imprensa só tem a ganhar, se compreender esta ideia.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jn.sapo.pt/textos/out5091.asp"&gt;"A Blogosfera" na edição online do JN&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Francisco José Viegas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Imprensa - Jornal de Notícias&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 24 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105908082400180438?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105908082400180438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105908082400180438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105908082400180438' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105904146598937144</id><published>2003-07-24T11:11:00.000+01:00</published><updated>2003-07-26T15:20:43.370+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>19. &lt;em&gt;Américo de Sousa (&lt;a href="http://retorica-pt.blogspot.com/"&gt;Retórica e Persuasão&lt;/a&gt;) promove, a partir de uma observação de José Bragança de Miranda, uma breve reflexão em torno da relação entre o poder, a retórica e a sedução no mundo dos blogues num post intitulado &lt;a href="http://retorica-pt.blogspot.com/2003_07_01_retorica-pt_archive.html#105898740022081464"&gt;«Blogues: poder, retórica e sedução»&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão é livre. O espaço é gratuito. Mas nem por isso a Blogosfera fica imune às estratégias de poder, como bem salientou José Bragança de Miranda. Quem lê os blogues com alguma atenção percebe que, do ponto de vista relacional, a Blogosfera não é, afinal, um mundo muito diferente dos outros mundos da vida. Aqui, como "lá fora", nascemos todos iguais, mas acabamos por ser todos diferentes. E, como se sabe, são inúmeros os factores que originam essa diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afinidade de interesses, valores ou ideias, a existência de uma rede comum de ligações pessoais e desde logo, um mínimo de prévio conhecimento pessoal, estão seguramente por detrás da discriminação (positiva?) a que aqui se assiste, não só em termos de "blog-etiqueta" (boas vindas, etc.), como na atenção e insistência com que se elogia ou polemiza quase sempre com os mesmos blogues. Mas é natural que assim seja. Porque compartilhar este "espaço electrónico" não significa, obviamente, o anular das respectivas diferenças ou distâncias pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, quem não se conforme com tais distâncias deve tomar a iniciativa de formular a questão e propor o debate. O que significa... fazer retórica. Porque a retórica, segundo Michel Meyer, traduz- se, precisamente, na negociação da distância entre os homens, pelo recurso a "(...) uma lógica da identidade e da diferença, identidade entre eles ou identidade de uma resposta para eles, apesar da diferença entre eles e entre as suas múltiplas opiniões e saberes" *. É certo que nem a melhor argumentação garante o êxito. Mas é justamente esse o registo mais democrático da retórica: liberdade de opinião, respeito pelo outro, aprovação consensual. Nem os argumentos aprovados são tidos como racionalmente definitivos ou evidentes, nem os rejeitados perdem o seu valor só porque não foram reconhecidos. O saldo retórico é sempre positivo. Nuns casos, porque leva à deliberação ou soluçao pretendida. Noutros, porque permite aprofundar a compreensão da própria questão ou do conflito em aberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode esquecer, porém, que numa boa retórica (ou argumentação) é necessário, antes de mais, captar a atenção do auditório (mesmo que eventualmente representado por uma só pessoa). O que, naturalmente, pode ser favorecido por um certo "quid" de sedução. De sedução entendida aqui como figura do agrado, do prazer, do bem estar, ou seja, como pertencendo mais à esfera do gosto do que à da fria e etimológica racionalidade com que, de uma penada, se pretende muitas vezes remetê-la para o puro engano. Não admira por isso que alguns dos blogues mais "notáveis" apostem igualmente numa estratégia de sedução, em ordem a alargar os seus "centros de influência" (blogues a que se referem ou que publicitam) e, ao mesmo tempo, a exponenciar a receptividade do seu auditório geral. Pensando bem...que mal há nisso? Não é assim que vivemos "lá fora", também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Américo de Sousa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Retórica e Persuasão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 23 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105904146598937144?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105904146598937144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105904146598937144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105904146598937144' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105903962132986428</id><published>2003-07-24T10:40:00.000+01:00</published><updated>2003-07-26T15:25:57.323+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>18. &lt;em&gt;Bruno Sena Martins (&lt;a href="http://avatares-de-desejo.blogspot.com/"&gt;Avatares de um Desejo&lt;/a&gt;) ofereceu agora mais um contributo para a fenomenologia da experiência do blogger. Num post intitulado &lt;a href="http://avatares-de-desejo.blogspot.com/2003_07_01_avatares-de-desejo_archive.html#105902051093794893"&gt;«A Agonia do Blogger Perante o Site Meter»&lt;/a&gt;, o Bruno desenvolve o tema das potenciais «ameaças» dos contadores estatísticos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Site Meters estão na ordem do dia. Através deles o blogger pode perceber que tem andado a escrever numa agonizante solidão, pode descobrir-se rodeado de olhares compensatórios, pode sentir-se, talvez, demasiado exposto. Todas estas possibilidades se entrecruzam nas nossas vivências mais amplas engendrando frustrações, regozijos e ansiedades. Os sitemeters constituem uma outra versão da busca de citações nossas noutros blogs ou da espera de emails. No fundo (como diria Levi- Strauss), uma outra versão do mesmo mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressões que reputo de honestas e representativas do que aqui nos traz:&lt;br /&gt;Dicionário: mantenho um blog em grande parte por causa do feedback&lt;br /&gt;Abrupto: porque na concepção deste blogue é gratificante para o seu autor que seja lido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que generalização dos Site Meters vai levar a uma "selecção das estatísticas mais aptas" pelo eventual desânimo que possa causar nos bloggers que se virem vocacionados para a clausura da invisibilidade online? (vs. [socioblogue] Por conseguinte, interrogo-me: será que estive até agora encarcerado no meu «self offline»?»).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que não, o espectro da perda de diversidade assusta-me, além do mais todos os dias tenho surpresas em blogs recônditos. A ideia que só os "mais aptos" sobrevivem é demasiado igual ao mundo em que vivemos. Importa que se desenvolvam nichos minoritários feitos de empatias plurais. Sugiro um nicho temático que surja como garante da diversidade que temos hoje, seria algo do género: "o meu Site Meter diz- me para acabar com o blog".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: Bruno Sena Martins&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Avatares de Um Desejo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 24 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105903962132986428?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105903962132986428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105903962132986428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105903962132986428' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105899034897483059</id><published>2003-07-23T20:59:00.000+01:00</published><updated>2003-07-26T15:31:36.233+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>17. &lt;em&gt;Em &lt;a href="http://vetopolitico.blogspot.com"&gt;Veto Político&lt;/a&gt;, uma perturbação que se partilha, com alguma inquietação. Contextualizando, que o excerto cortou a direito essa informação, &lt;strong&gt;Veto Politico&lt;/strong&gt; questiona-se a partir de uma situação em que, confrontado com uma noticia de televisão que animava um determinado repasto, a única informação que dispunha eram os posts lidos na Blogoesfera [&lt;a href="http://vetopolitico.blogspot.com/2003_07_01_vetopolitico_archive.html#105881060643545436"&gt;texto&lt;/a&gt;]:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perturbação pode enveredar por duas vias: as inflamadas e conteudísticas discussões na blogosfera afastam a minha atenção daquilo a que se pode chamar eventos menores; ou, a blogosfera já dominou por completo a minha vontade, ou encontro-me satisfeito com o acesso à informação que terceiros me proporcionam, que não necessito de mais do que ler a sua opinião. A primeira é certamente a mais aprazível, notarei uma evolução no meu comportamento, serei agora um indivíduo que considera que há trivialidades que o simples conhecimento geral é suficiente, resguardando anímica para outras discussões mais prementes, para um outro nível de informação. O reconforto que retiro desta primeira hipótese não é suficiente para afastar o negro espectro da segunda: que me estupidifiquei perante uma máquina, em que contacto com a realidade através do que outros dizem e as súmulas dos jornais on-line providenciam. Por trás de todo este fascínio por um universo em que todos podem dar a sua opinião, e em que todos podem retirar conhecimento pela interacção, pela troca emails e\ou trabalhos académicos, se sugere sítios na net, estamos na verdade a renegar uma visão mais própria, mais pessoal, mais empírica, mais factual? Estaremos a criar, encapotadamente, uma alienação que todos os arautos da desgraça profeciam para o século das novas tecnologias?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;: NRF&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Blogue - Veto Político&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 21 de Julho de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105899034897483059?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105899034897483059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105899034897483059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105899034897483059' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105898800260001987</id><published>2003-07-23T20:20:00.000+01:00</published><updated>2003-07-23T22:55:59.503+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Ao terceiro dia de Metablogue, uma parceria: &lt;a href="http://socioblogue.blogspot.com"&gt;Socioblogue&lt;/a&gt; entra nesta aventura de editar este observatório da discussão e da reflexão metabloguista, juntando-se assim a &lt;a href="http://respiraromesmoar.blogspot.com"&gt;Respirar o Mesmo Ar&lt;/a&gt;.)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105898800260001987?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105898800260001987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105898800260001987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105898800260001987' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105896909169251200</id><published>2003-07-23T15:04:00.000+01:00</published><updated>2003-07-24T22:16:09.386+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>16. &lt;em&gt;&lt;em&gt;De &lt;a href="http://-a-carta-roubada.blogspot.com"&gt;A Carta Roubada&lt;/a&gt;, que também cumpre funções de metablogue, uma conversa sobre blogs, com intromissões de Giles Deleuze. Lamentamos não conseguir reproduzir o exacto das palavras que dançam neste blog. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os blogs e a forma como se organizam chamo a fala de Deleuze em “Dialogues, 18”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"En chacun de nous, il y a comme un ascèse, en partie dirigée contre nous mêmes. Nous sommes des déserts, mais peuplés de tribus, de faunes et de flores. Nous passons notre temps à ranger ces tribus, à les disposer autrement, à en eliminer certaines, à en faire prospérer d’autres."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me fosse possível traduzir sem atraiçoar estas palavras o que poderia dizer não seria mais do que Deleuze escreveu sobre as tribos que nos habitam, bichos e plantas. Passar o tempo a arrumar as tribos de uma forma ou de outra. A “matar” tribos, a alimentar outras tribos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, Deleuze “Dialogues 13”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quand on travaille, on est forcément dans une solitude absolue. On ne peut faire école, ni faire partie d’une école. Il n’y a de travail que noir, et clandestin. Seulement c’est une solitude extrêmement peuplée. Non pas peuplée de rêves, de fantasmes ni de projets, mais de rencontres. Une rencontre, c’est peut-être la même chose qu’un devenir ou des noces. C’est du fond de cette solitude qu’on peut faire n’importe quelle rencontre. On rencontre des gens (et parfois sans les connaître ni les avoir jamais vus), mais aussi bien des mouvements, des idées, des evénements, des entités. Toutes ses choses ont des noms propres, mais le nom propre ne désigne pas du tout une personne ou un sujet. Il désigne un effet, un zigzag, quelque chose qui se passe entre deux comme sous une différence de potentiel (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou. Da solidão absoluta no trabalho. Que do trabalho se vive e como se vive senão em solidão. Vai longe Deleuze na interpretação do trabalho que diz ser clandestino e negro, escuro (virá da noite?). Da solidão diz-nos estar povoada de encontros. Aqui com Deleuze, um encontro. Uma festa? É do fundo desta solidão que se produzem toda a espécie de encontros. Podemos encontrar pessoas que nunca vimos, que não conhecemos. Mas também nos encontramos com movimentos, ideias, entidades. Todas as coisas, diz Deleuze, têm nomes próprios. Não fala do sujeito mas de um efeito. Chama-lhe zigzag. Eu chamo-lhe desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aqui fala tem o desejo, veemente, de falar/dançar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105896909169251200?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105896909169251200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105896909169251200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105896909169251200' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105892418216101330</id><published>2003-07-23T02:36:00.000+01:00</published><updated>2003-07-23T02:36:51.723+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>15. &lt;em&gt;&lt;a href="http://opiniondesmaker.blogspot.com"&gt;Opinion Desmaker &lt;/a&gt;levou a Blogolândia ao divã&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pelos blogs. &lt;br /&gt;Comum a todos : – e isso é normal – gostam de ser lidos, estão à espera disso e sem essa perspectiva morreriam.&lt;br /&gt;Alguns precisam que haja um círculo muito especifico que os aprecie e releve. Tornam-se um bom disfrute para os próprios, já por vezes mais desinteressantes para terceiros (que têm bom remédio também...)&lt;br /&gt;Há uns mais repentistas e outros mais pensados. Contudo ,os primeiros não existem - de todo - em estado puro e os segundos se se esticam muito perdem a validade&lt;br /&gt;Nalguns encontramos o claro desejo de liderarem os temas, de servirem de centro da discussão, de marcarem a agenda, mas parece-me um desejo que, pela natureza da arbitrariedade deste meio, acabam por não satisfazer totalmente, julgo...&lt;br /&gt;Há blogs vaidosos. Há de facto. Quase todos esses têm um pouco de razão para essa vaidade. Há, no entanto, alguns que são sóbrios e até humildes, e é aí que também se encontra muito do seu valor.&lt;br /&gt;Os blogs que apostam na ironia, em geral sobrestimam-se. São, no entanto, os que mais podem surpreender. São também, por ironia, os que mais se podem tornar irrelevantes.&lt;br /&gt;A originalidade é quase sempre um beijo de Judas. Quem vive apenas em função dela será atraiçoado mais tarde ou mais cedo ( um tema agora em voga ...). Nota: a erudição também é muito traiçoeira...&lt;br /&gt;A “efemeridade” é uma dimensão relativamente bem organizada por aqueles que - por ocupação regular- escrevem e têm um outro auditório mais normal ou fixo, e relativamente mal gerida pelos outros ( eu por exemplo ...)&lt;br /&gt;Há ainda uns quantos , que eu até aprecio mais agora, que parecem mais livres...estão lá no seu mundo, como se os outros não existissem, mas acabam por afinal também estar presos à sua aparente não-temporalidade.&lt;br /&gt;No fundo isto é o espelho do mundo e das gentes, dos corpos e das almas. &lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105892418216101330?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105892418216101330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105892418216101330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105892418216101330' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105883742741039622</id><published>2003-07-22T02:30:00.000+01:00</published><updated>2003-07-22T02:31:28.130+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>14. &lt;a href="http://memorianventada.blogspot.com"&gt;Memória Inventada&lt;/a&gt;. sobre "guerra sem sangue" na blogosfera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(.../...)&lt;br /&gt;Voltemos pois à blogosfera. A minha tese é muito simples: há competição na blogosfera mas não estamos no domínio das garras e dos dentes. Há diversidade, o que estimula a comparação e acaba por desencadear algumas respostas que, dependendo da natureza de cada um, podem conduzir a processos de mimetismo ou de diferenciação. Pode também levar alguns a desistir e outros a investir ainda mais neste passatempo. A diferença em relação à natureza é que não há limitação de recursos. Todos sobrevivem, dos muito maus aos muito bons, dos que quase nunca escrevem aos que lançam 20 posts por dia. A selecção que existe na blogosfera é desnaturada, mas a blogosfera é um melhoramento da natureza. Como não exclui ninguém, torna-se mais justa. Ao preservar todos os blogues, mesmo os que já acabaram, oferece-nos um registo fóssil irrepreensível. Actuando de forma benigna sobre os nossos impulsos competitivos e a nossa vaidade, ganha uma dinâmica impressionante que fica com o melhor da selecção natural mas dispensa o que esta tem de horrendo. Na blogosfera há uma guerra sem baixas, um combate sem feridos. Não inventámos nada que os lagartos e os alces não pratiquem, mas eles demoraram mais tempo do que nós a descobrir as virtudes dos combates ritualizados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105883742741039622?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105883742741039622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105883742741039622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105883742741039622' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105883476179446756</id><published>2003-07-22T01:46:00.000+01:00</published><updated>2003-07-22T02:08:37.826+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>13. &lt;a href="http://florobsessao.blogspot.com"&gt;Flor de Obsessão&lt;/a&gt;, associando o &lt;em&gt;bloguismo&lt;/em&gt; a um certo tipo de individualismo &lt;em&gt;construtivo&lt;/em&gt;  e - se percebemos bem, o que pode não ser o caso - terminando com um esboço de uma ideia que nos poderia levar longe na conversa, o modo como a &lt;em&gt;febre blogueira &lt;/em&gt;realiza principios de harmonização das sociedades, especialmente liberais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(.../...) &lt;br /&gt;Claro que a exaltação da individualidade, que muitos de nós executam afincadamente nos blogues, não é a defesa de um género destrutivo e asocial de individualismo. Muito menos, é a improvável certeza de que todos temos uma «verdade», uma «expressão», um «caminho» dignos de ser narrados como se de uma epopeia se tratasse. Eu creio que há dois planos diferentes neste assunto: os blogues, por um lado; o expressionismo individual, por outro. Nos blogues, existimos no meio de uma rede de identidades, identidades verdadeiras, falsas, construídas, artificiais, o que quiserem, mas identidades. Fora dos blogues, na vida comum, as coisas são mais complicadas. Ninguém é melhor pessoa por ser ela própria, por ter uma «identidade», por escrever (se essa for a sua «identidade»); bem pelo contrário, e basta olhar para a literatura, ou para a história do crime, para percebermos isso. Sermos nós mesmos até pode ser muito pouco, se não houver um módico de razão, de discernimento, de valores e ideias acima das nossas cabeças, a certeza de que o mundo gira e continuará a girar sem nós, de, muitas vezes, as melhores decisões serem precisamente aquelas que mais nos contrariam. O caso de Emerson: como todos os transcendentalistas, Emerson exagerava nesse culto das potencialidades do eu. Eu posso acreditar que o mundo, a História, a natureza, a súmula de todas as ideias, confluem na minha cabeça. Posso acreditar que basto, que me basto, que não preciso de mais nada (e a seguir construo uma casinha num sítio recôndito). Posso acreditar que a auto-afirmação é tudo. Os blogues podem ser um pouco assim porque a função dos blogues é pôr-nos a escrever e a alimentar um diário público (como é evidente, muitos de nós não escreveríamos não soubéssemos que estamos a ser lidos e, por isso e só por isso, creio que os blogues não-individuais, ligados a projectos científicos, de investigação não são verdadeiros blogues). A função dos blogues, tão pequena, é essa. Não é outra. Fora disso, temos um imenso mundo onde é pouca coisa dizermos: “Isto sou eu porque sou eu” ou “Esta é a minha identidade” ou "Vejam o que eu tenho para dizer". E, no entanto, apesar disso, temos esta verdade evidente e descarada: as sociedades, e sobretudo as sociedades liberais, precisam de cidadãos felizes, se quiserem de cidadãos satisfeitos&lt;br /&gt;(.../...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105883476179446756?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105883476179446756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105883476179446756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105883476179446756' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105883353534597270</id><published>2003-07-22T01:25:00.000+01:00</published><updated>2003-07-22T01:25:35.383+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>12. &lt;a href="http://22blog.com/fortuna/"&gt;Heterodoxias&lt;/a&gt;, assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante algum tempo, pensei que seria interessante ter uma coluna num jornal. Achava que a possibilidade de opinar com regularidade seria benéfica e iria fazer nascer textos úteis e interessantes. Presunção minha... Por outro lado, para uma pessoa que tem a mania de ter coisas para dizer, como eu, parecia desperdício não haver quem lhas veiculasse. Pura estultícia. Esse não é o critério... Acontece, por acréscimo, quando acontece.&lt;br /&gt;A minha opinião sobre esse assunto foi-se tornando céptica e cínica, e mudou completamente depois de ter um blog. Um blog é a possibilidade de opinar excatamente quando se quer. Para um público, no meu caso muito selecto - mas isso é o bem ou o mal dele -, mas para um público, em todo o caso. Ora poder-se dizer o que se quer quando se quer para o nosso público é um privilégio muito maior que mandar semanal, quinzenalmente, umas laudas com tamanho pré-definido a um jornal que, no limite, até nos pode censurar, advertir, ou fazer cessar a colaboração. &lt;br /&gt;E o fenómeno mais interessante que se produziu foi este: dou comigo a não dizer aqui nem uma ínfima parte do que penso. Creio que é também uma reacção à incontinência de outros na blogsfera. Se tudo se ataca, se tudo se desdenha, se tudo se louvaminha, se tudo se comenta, se o volume de coisas que se dizem é poluentemente enorme (e dificilmente pode deixar de ser assim: porque não há temperança), então seja eu contido.&lt;br /&gt;O Heterodoxias não é, pois, só o que diz. É, em grande medida, o que escolhe dizer, e o que não diz.&lt;br /&gt;Prometeu no início não comentar más notícias. Só em parte conseguiu resistir... Mas no geral cumpriu.&lt;br /&gt;Explica agora que só fala do que lhe apetece, e por vezes não fala do que lhe apeteceria... Porque há que manter alguma respirabilidade do ar...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105883353534597270?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105883353534597270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105883353534597270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105883353534597270' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105881020938465543</id><published>2003-07-21T18:56:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T18:57:30.776+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>11. &lt;em&gt;&lt;a href="http://guerraepas.blogspot.com"&gt;Guerra e Pas&lt;/a&gt;, que com muito humor no outro dia se queixava de se sentir o Alverca do Abrupto,  desenterrou o machado de guerra contra a Blogolândia:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS ONANISTAS &lt;br /&gt;A blogolândia está cada vez maior e cada vez menos interessante. Chegam e estão a chegar VIPs e desconhecidos que acrescentam pouco e se excitam com óbvio. Morreu Abelaira? Se a história de Portugal fosse feita a partir dos blogs, verificava-se que o homem era um escritor ímpar, injustiçado no seu tempo e que só a morte porá no Olimpo, ao lado de Pessoa, Camões e Camilo. Morreu Compay Segundo? Oh, meu Deus, a Cultura do mundo está mais pobre, nada será como dantes. Já com K. Hepburn tinha sido o mesmo nojo nostálgico, porque, no fundo, quando os blogs falam dos mortos, aproveitam para falar deles mesmos e de como eles, os blogs, têm pena disto e daquilo. É uma pena que também os blogs gostem tanto de falar bem dos (inofensivos) mortos, mas é sintomático da falta de assunto e da velhacaria que é não suportar não alinhar na corrente. A blogolândia (já) fede. Em breve, estará podre e morta. e nessa altura, quem falará bem da blogolândia, como um ágora no ciberespaço, uma seara de novas ideias, uma nova esperança para Portugal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105881020938465543?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105881020938465543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105881020938465543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105881020938465543' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105879119937697986</id><published>2003-07-21T13:39:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T21:03:25.826+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>10. &lt;em&gt;Há como no sexo, metablogues explicítos e outros, implícitos. Como este, em &lt;a href="http://deslizarnosonho.blogspot.com"&gt;Deslizar no Sonho&lt;/a&gt;:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solidão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alguém disse que a grandeza de um espírito se mede pela quantidade de solidão que consegue suportar. Se assim é, eu devo andar mais ou menos pelos dez centímetros, que segundo as minhas contas, corresponde aproximadamente ao tempo que necessito, diáriamente, para a minha higiene interior. Talvez, por me relacionar assim com a solidão, temo estar sozinha. Estar sozinha, como hoje, é estar sozinha de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105879119937697986?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105879119937697986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105879119937697986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105879119937697986' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105879076008812239</id><published>2003-07-21T13:32:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T21:06:55.016+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>9. &lt;em&gt;&lt;a href="http://respiraromesmoar.blogspot.com"&gt;Respirar o mesmo Ar &lt;/a&gt; tenta o modo de ser provocação. Nós retirámos este excerto e viemos embora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blag-Blag-Blag...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se veio aqui parar vá embora. &lt;br /&gt;A sua presença é desnecessária, gesto de voyerismo inútil. Um Blog não é para ser lido, é para ser escrito. Lipotevski anunciou, em "A Era do Vazio", que um dia cada um de nós se tornaria expressão e riso de si mesmo. A Blogoesfera cumpre a profecia com rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(.../...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é nada contra si, não comece a fazer-se de vitima. Acredito que você seja diferente. Mas se lhe abrisse a porta a si, tinha de deixar entrar o resto. Tinha de conceder que vivo no mesmo tempo de personagens do meu horror. Até teria de servir chá e os bolinhos da avó a tipos como o Bush, Berlusconni, Aznar, Portas, Le Pen, Fraga Iribarne, Bin Laden...xô! Xô!. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, vá-se embora. Havia alguém que dizia (referindo-se ao Diário de Anne Frank), citado por Alçada Baptista numa crónica já bolorenta que tenho aqui no meu sotão, que numa ditadura o diário é o único diálogo possivel.. Substitua-se ditadura por HOJE e diário por BLOG, e o resto que fique como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NADA DE CONFUSÕES. SOMOS OBRIGADOS A RESPIRAR O MESMO AR, NÃO O MESMO TEMPO.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105879076008812239?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105879076008812239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105879076008812239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105879076008812239' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105879042685834887</id><published>2003-07-21T13:27:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T21:50:58.390+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>8. &lt;em&gt;De &lt;a href="http://cruzescanhoto.blogspot.com"&gt;Cruzes Canhoto&lt;/a&gt; o alerta para um tipo de existência únicamente &lt;em&gt;metabloguiana&lt;/em&gt; :&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BLOGUES - Há cada vez mais blogues peculiares. &lt;a href="http://www.criticarosblogs.blogger.com.br/index.html"&gt;Este &lt;/a&gt;por exemplo, dedica-se a criticar acutilantemente os outros blogues. E fá-lo com tal ferocidade que nós já começámos a fazer escudos de protecção. (.../...)&lt;br /&gt;----------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105879042685834887?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105879042685834887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105879042685834887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105879042685834887' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878989377522974</id><published>2003-07-21T13:18:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T21:51:43.413+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>7. &lt;em&gt;O Metablogue também surgiu aqui, depois de lermos esta ideia no &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com"&gt;Abrupto&lt;/a&gt;. Até porque há nele uma incontida esperança. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um adepto do meta-bloguismo, embora pense que o excesso do dito levaria a uma esterilidade completa. O meu meta-bloguismo vem de não conseguir usar um meio sem me esforçar por o perceber. Num primeiro tempo, este olhar “tira” liberdade, condiciona, “prende” e por isso o meta-bloguismo gera sempre um certo mal-estar. Mas há um segundo olhar, que se calhar também vem com o primeiro, que acaba por nos dar uma ainda maior liberdade. Eu sou da escola de quem pensa que conhecer liberta. Não há provavelmente maior ilusão nos últimos duzentos anos, do que achar que as “luzes” alumiam, mas eu prefiro um mundo em que se proceda (eu disse proceda e não acredite) segundo essa ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(.../...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878989377522974?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878989377522974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878989377522974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878989377522974' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878901843082634</id><published>2003-07-21T13:03:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T15:10:40.123+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>6. &lt;em&gt;A honestidade compensa, em &lt;a href="http://avatares-de-desejo.blogspot.com"&gt;Avatares de Desejo&lt;/a&gt; E também a delicadeza de sentimentos em relação aos nossos &lt;em&gt;amigos imaginários&lt;/em&gt;:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;grato &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Noto que cada vez uso menos interlocutores fictí­cios neste blog. Tenho recebido mensagens. Sim, daquelas mesmo a sério. Em boa verdade, prefiro assim... Espero que as minhas ficções não me levem a mal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a promessa: não me esquecerei d@s emissári@s imaginári@s &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878901843082634?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878901843082634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878901843082634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878901843082634' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878596748999362</id><published>2003-07-21T12:12:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T15:10:17.776+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>5. &lt;em&gt;De &lt;a href="http://cadernoa6.blogspot.com"&gt;Caderno A6&lt;/a&gt;, já aqui citado pelo &lt;a href="http://socioblogue.blogspot.com"&gt;Socio[B]logue&lt;/a&gt;. Voltar atrás ao metablogue de &lt;a href="http://reflexosdeazulelectrico.blogspot.com"&gt;Reflexos de Azul Eléctrico&lt;/a&gt;, antes de responder à pergunta final.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Post de observação &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, faço uma ronda rápida por uma série de blogs nacionais, que o tempo e o sono não permitem demoras. O que observo? Metade do espaço é ocupado em vénias e agradecimentos de uns para os outros; uma boa parte do que resta é gasto em diálogos cruzados sobre os mesmos assuntos (a polémica DNA/Pedro Rolo Duarte, assunto interessantíssimo, está no top), todos ao mesmo tempo, como nas discussões de café, ou debates políticos na tv: uma algazarra de resposta e contra resposta em simultâneo onde rapidamente se perde o fio à meada. Não seria melhor optarem por um chat? Pelo menos haveria uma ordem de entrada que dava muito jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos blogs que frequento com regularidade são autistas. São feitos por gente que parece ignorar que os seus escritos podem ser lidos por qualquer um que tenha um computador à frente. Vivem perdidos em grandes cidades americanas, vilarejos argentinos ou no interior brasileiro. São vizinhos que escolhi para encostar o ouvido à parede (ao ecrã) e escutar as suas vidas. Às vezes são mal escritos. Às vezes chatos. Às vezes comovedores. Às vezes gloriosos e felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas são questões de gosto, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta para acabar o dia: quando vai começar a grande desistência e desinteresse em massa dos blogs nacionais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878596748999362?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878596748999362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878596748999362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878596748999362' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878545650749866</id><published>2003-07-21T12:04:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T15:09:47.710+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>4. &lt;em&gt;De &lt;a href="http://aviz.blogspot.com"&gt;Aviz&lt;/a&gt;, um metablogue com a pele à flor do pensamento:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM TEXTO LONGO, SIM. Ora, não me lixem. Às vezes há distracções nos blogs, naturalmente, e vê-se onde cada um quer chegar — a qualquer lugar muito longe, a qualquer lugar muito perto. Mas irrita-me muito aquele ar de circunspecção polida, muito culta e importante, escandalizada e correcta ao mesmo tempo. Todos querem ser o «observatório que não é observado», aquele que repara em todos os defeitos dos outros, aquele a quem nada comove, aquele para quem uma coisa é sempre outra, muito pior, muito enganadora. Ah, eu sei, todos sabemos, as pessoas fingem, exibimo-nos em todo o lado, citam-se livros, fala-se de filmes, discos, bandas, viagens, retratos, tudo o que comove. Mas irrita-me o tom, esse tom de quem desconfia que só o próprio é que lê os livros que leu — e leu, certamente. Mas as mentiras dos outros também são agradáveis, detectam-se com facilidade, paira sobre elas uma aura de vulgaridade. Desiludimo-nos? Não: a vida é assim mesmo, contabilizamos doutoramentos com bibliografias frágeis, artigos com rabos de fora. Irrita-me quem veio aos blogs para moralizar e evangelizar, espalhar a verdade, ganhar adeptos, praticar a pior das coisas que é o proselitismo no meio da tempestade e da desgraça. Porque se não houvesse desgraça não havia «blogosfera» (essa comunidade de cinquenta e seis ou oitenta e dois amigos que se conhecem e falam uns para os outros, e se cumprimentam, se visitam, se irritam), as pessoas viam televisão e faziam piqueniques debaixo dos sobreiros ou iam à pesca para a beira do mar. Mas irrita-me isso, sim, essa tendência para não ironizar, para fazer de tudo uma campanha brutal contra a fragilidade dos outros e contra os seus pecados, as suas falhas, as suas indignidades, as suas mentiras — está tudo tão à vista, aqui.&lt;br /&gt;Repito: está tudo tão à vista, aqui — os que contam as visitas e as page-views, os que não resistem a dizer que foram citados. Mas há os outros, sim: os que escrevem — e pronto. Os que dizem o que querem dizer. Os que se estão nas tintas. Os que têm uma palavra que não nega que gostava de ser lida? É isso um pecado assim tão criticável, tão menosprezável? Quando é que as pessoas escrevem — e pronto? Quando é que passam a escrever o que querem mesmo dizer, escondendo aquilo que acham que é para manter escondido, e não estão com muitas justificações, lapsos, vulgaridades, paralaxes? &lt;br /&gt;Há nos blogs uma fragilidade muito evidente: são coisas que se escrevem porque sim, porque apetece naquele momento, porque nos lembramos, porque alguém falou disso, porque a ventania vem do lado do mar, porque o pó se levantou no meio do deserto em frases curtas, em textos longos, ou porque começou a chover no domingo. Essa fragilidade é um bem porque podemos discutir com ela — ou comover-nos. Ah, mas claro que a comoção é um perigo, tal como a pieguice, a lamechice, o horror aos outros, sim, claro que é. Mas pior do que isso vão ser os blogs dos deputados quando o parlamento publicar o livro de estilo (será como o código de conduta do Expresso?). &lt;br /&gt;E por que é que os oitenta e dois amigos ou os cinquenta e seis conhecidos não hão-de poder falar uns para os outros? Entre mil blogs portugueses, por que é que não se hão-de conhecer e dizer «piadas privadas» e falar do que lhes apetece? E por que é que tem de começar a haver auto-censura estabelecida para que fulano não desça do púlpito, a desancar? Não me lixem. Vigiemo-nos, comentemo-nos em regime de permanência. Por que é que não se há-de ser a poeira da praia? &lt;br /&gt;A nossa escravidão, desde a infância, é definir «posse» e «poder». O vazio é o único lugar de encontro quando descobrimos essas circunstâncias — e, nesse lugar, compreender não é concordar, tal como discordar não significa não compreender. Um comentador do Talmude dizia que devíamos fugir da superstição e da crendice, das faúlhas do céu — mas que, na verdade, não se pode viver sem essa chama de irracionalidade, tal como a certeza absoluta é um acto de idolatria, de imprescindibilidade — e a imprescindibilidade é a idolatria com pés de barro. O que tem a ver com outra característica que anda aí à solta, oscilando entre a agressividade e a vitimização: ambas são compensações, claro, compreensíveis, somos humanos, tão humanos. Nos blogs, a única coisa a cobiçar é a aceitação dos outros, o reconhecimento — não os livros que os outros leram ou não leram , os actos de censura, a comunhão ideológica. Isso é tão humano como a chama de irracionalidade que não se pode afastar da vida inteira, sob pena de a «vida inteira» ser só «parte dela», a mais visível, a mais autoritária, a mais inflexível. Quem tem listas de reivindicações sobre o presente e culpados permanentes a apontar, vê reduzida a sua margem de criatividade.&lt;br /&gt;E o riso. O riso de todas as maneiras. O riso devia ser o centro de muitos debates, contra o risco de intelectualizar toda a linguagem, isto é, de lhe criar uma autoridade escolar em anexo (sim, como attachment). Há pessoas que riem muito, há pessoas que riem pouco, há pessoas que só riem e há gente que não ri nem sabe rir. Não é obrigatório rir em nenhuma circunstância (o Nuno Costa Santos criticava essa tendência para a «obrigatoriedade do humor» nos blogs, a obrigatoriedade de se «ser engraçado»), mas o riso é um caminho que nunca se pode evitar. Tal como a ironia, a piada. A pequena piada. E rir de si próprio sobretudo, não se levar tão a sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878545650749866?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878545650749866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878545650749866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878545650749866' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878519646037868</id><published>2003-07-21T11:59:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T15:09:06.280+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>3. &lt;em&gt;Em &lt;a href="http://www.reflexosdeazulelectrico.blogspot.com"&gt;Reflexos de Azul Eléctrico&lt;/a&gt;, dois posts num só metablogue:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blogando (5)&lt;br /&gt;Foi &lt;a href="http://aviz.blogspot.com"&gt;tão longo, tão longo &lt;/a&gt;que, como Deus depois de ter feito a sua obra, pôde descansar e retirar-se da História. O essencial estava (per)feito. A partir de agora pode começar a Igreja dos fieis, essa pequena circunvalação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(.../...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;liberdade&lt;br /&gt;Imaginemos que um governo obrigava a todos os indivíduos, por lei, a que assistissem à televisão ou a blogarem. Teríamos revolta pela certa. Mas esses mesmo individuos fazem-no livremente e sem qualquer hesitação. Como é que se chegou aqui? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878519646037868?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878519646037868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878519646037868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878519646037868' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878454446985568</id><published>2003-07-21T11:49:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T15:08:46.233+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>2. &lt;em&gt;O Feedback, segundo o &lt;a href="http://dicionariodiabo.blogspot.com"&gt;Dicionário do Diabo&lt;/a&gt;:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FEEDBACK: &lt;/strong&gt;Se querem uma explicação psicanalítica baratucha, tomem lá esta: mantenho um blog em grande parte por causa do feedback. Cheguei a passar quase um ano a escrever no DN e a não ter a mais pequena reacção ao que escrevia: nem cartas, nem mails, nem polémicas, nem bocas, nem elogios, nem hate mail, nem palmadinhas nas costas, nem rasteiras, nem bengaladas. Nada. Nos blogs tenho tido a sorte de ter imenso feedback, em todas as formas atrás referidas. Muitos desses mails são puramente de concordância ou discordância sumárias, mas outros apontam pistas, corrigem dados (e gralhas), dão interpretações diferentes, dissertam sobre um ponto que menorizei, e assim por diante. Ainda não comecei realmente a publicar cartas, como fazia na Coluna, em parte por causa das avarias técnicas e de ter a caixa a abarrotar, mas como disse vou em breve fazer um primeiro apanhado. O feedback não significa, como pensam sempre os maldosos, vida social fora do blog (não é isso, de todo, que procuro), mas apenas um alargamento do espaço de troca de ideias, opiniões, impressões, amores e desamores. É uma pequenina e simpática utopia. Keep writing, folks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878454446985568?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878454446985568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878454446985568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878454446985568' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878345474970748</id><published>2003-07-21T11:30:00.000+01:00</published><updated>2003-07-21T15:08:21.710+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>1. &lt;em&gt;Não é por acaso que este texto, publicado em &lt;a href="http://socioblogue.blogspot.com"&gt;Socio[B]logue &lt;/a&gt;abre este blogue&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;McLuhan, o Meio e a Mensagem &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cadernoa6.blogspot.com"&gt;Caderno A6&lt;/a&gt;, num texto caracterizado por uma sobriedade analítica invejável, chama a atenção para o facto da discussão em torno dos blogues ser, em seu entender, excessivamente prematura. O autor atribui essa «volúpia reflexiva» ao período de euforia que parece caracterizar, tradicionalmente, a introdução e consolidação das inovações tecnológicas. Prematura, segundo o que sugere, devido ao facto de "estarmos em plena época de blogomania". E, como acrescenta, "a blogomania, pouco diz sobre os blogs". O problema deste debate - problema, aliás, ao qual o &lt;a href="http://socioblogue.blogspot.com"&gt;Socio[B]logue &lt;/a&gt;não será alheio - não é apenas o facto de ser algo prematuro. Mas o facto de se concentrar - em excesso - na forma, obnubilando, parcial ou totalmente, o conteúdo. Ou seja, parece haver, neste momento, uma preocupação maior com os blogues, enquanto forma, o que com aquilo de que os blogues falam. Há alguns dias atrás, Torill Elvira Mortensen (Thinking With My Fingers), num contexto diverso do nosso (europa do norte; onde existe uma comunidade de blogues de investigação impressionante), parecia reportar-se à mesma questão. Evocando McLuhan, manifestava alguma preocupação "about the focus being too much turned to the form itself. As if the fact that a message is communicated by way of a blog is more important than the message." [texto]. Relembremo-nos que foi o incontornável Marshall McLuhan quem, ainda em 1964, cunhou a expressão "the medium is the message", naquele que é, sem dúvida, um dos maiores textos clássicos no campo da sociologia da comunicação. Se é evidente que é importante compreender as características deste novo meio e os impactes pessoais e sociais associados à sua utilização, parece ser igualmente óbvio que isso não justifica a sobreposição da forma ao conteúdo. Fica, portanto, a nota de culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McLuhan, Marshall (1964 [1994]), Understanding Media: The Extensions of Man, London: The MIT Press&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878345474970748?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878345474970748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878345474970748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878345474970748' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5599756.post-105878104120485112</id><published>2003-07-21T10:50:00.000+01:00</published><updated>2003-07-24T22:17:49.213+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nota Editorial Mínima:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Metablogue &lt;/strong&gt;nasce para ajudar a libertar a blogosfera da autoreferencialdade avulsa, perdida nos espaços intimos de cada blogue. Ou para a enriquecer com a autoreferencialdade que se vai escutando, avulso modo, nos mais íntimos espaços de cada blogue.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Metabloque &lt;/strong&gt;não é um blogue de Hits. Nem um bligue de hots. Seja lá o que isso for. É apenas um blogue. O Metablogue. Não sabemos fazer tricot, experimentamos o ponto de Arraiolos com blogues. E logo se verá. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Metablogue &lt;/strong&gt;é um blog colectivo. Serão incluídos apenas os posts já publicados noutros blogues. Mas também, aqueles que nunca tiverem sido publicados em algum blogue. Os que nos cheguem através da &lt;a href="http://mailto:metablogue@hotmail.com"&gt;caixa de correio&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Todos os outros posts serão pura e simplesmente, eliminados. &lt;br /&gt;Não editados.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5599756-105878104120485112?l=metablogue.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878104120485112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5599756/posts/default/105878104120485112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://metablogue.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105878104120485112' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
